O “Sporting Goods Industry Economic Impact Report – The Industry That Moves the World”, desenvolvido pela World Federation of the Sporting Goods Industry (WFSGI) com a consultora Oliver Wyman estima ainda uma contribuição total de 675 mil milhões de dólares para o PIB mundial, com a produção a decorrer em 62 países e as vendas em 210 mercados.
A indústria de artigos de desporto representa cerca de 30% das receitas das principais atividades que compõem a economia mundial do desporto, avaliada em 2,3 biliões de dólares anuais e que deverá atingir 3,7 biliões de dólares em 2030.
Na Europa, que concentra 18,4% das receitas mundiais de artigos de desporto, o vestuário, segundo dados do Euromonitor citados pelo estudo, responde por 30% das vendas B2C, enquanto o calçado representa 46% e o equipamento 24%.
Na América do Norte, responsável por 32,2% das receitas mundiais do setor, o vestuário representa 29% das vendas, o calçado 59% e os equipamentos 12%. Na Ásia-Pacífico, a maior região em receitas, com 35,7% do total, vestuário e calçado têm ambos uma quota de 28%, enquanto o equipamento representa 44%.
Já na América Latina e Caraíbas o vestuário tem maior expressão relativa, representando 45% das vendas de artigos de desporto, em comparação com 23% para o calçado e 32% para o equipamento. No entanto, a região corresponde a apenas 6,4% das receitas mundiais. No Médio Oriente e África, que representa 7,4% do mercado, o vestuário tem uma quota de 22%, face a 31% do calçado e 46% do equipamento.
Produção concentrada maioritariamente em seis países asiáticos
De acordo com o estudo, a produção mundial de artigos de desporto está distribuída por 62 países, mas quase 70% das unidades produtivas divulgadas pelas empresas analisadas estão concentradas no Camboja, China, Índia, Indonésia, Taiwan e Vietname, sendo que mais de metade das fábricas identificadas estão localizadas na China e no Vietname.
Segundo a WFSGI e a Oliver Wyman, a indústria emprega diretamente cerca de 10,5 milhões de pessoas. Destas, aproximadamente sete milhões trabalham na produção e os restantes 3,5 milhões estão ligados ao retalho, distribuição e operações comerciais.
«Pela primeira vez, a indústria de artigos de desporto consegue quantificar a dimensão da sua contribuição para a economia e para a sociedade», afirma Emma Zwiebler, CEO da WFSGI, na introdução do relatório.
Jorge Casimiro, Chief Government & Public Affairs e Public Policy Officer da Nike, e Dave Wheeler, COO da New Balance, ambos copresidentes da WFSGI, salientam igualmente que «a nossa indústria faz muito mais do que servir consumidores através do fabrico e venda de produtos. Possibilita a participação, sustenta meios de subsistência e contribui para sociedades mais saudáveis e produtivas».




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