Espanha foi um dos grandes impulsionadores do crescimento das exportações de vestuário nos primeiros sete meses do ano, com os dados divulgados pela Anivec – Associação Nacional da Indústria de Vestuário e Confecção a mostrarem um crescimento de 8,8% dos envios para nuestros hermanos, num total de 716,7 milhões de euros. Segundo o comunicado da associação, destaca-se o aumento das exportações de vestuário de tecido (exceto malha), superior a 12%. O país representa atualmente 41% do total das exportações, que nos primeiros sete meses do ano atingiram 1,75 mil milhões de euros.
A UE, de resto, continua a absorver a maior parte da produção de vestuário made in Portugal (91% do total), tendo inclusivamente reforçado a sua posição entre janeiro e julho de 2015, com um crescimento de 3,6%.
As exportações para a Alemanha (+5,1%, para 160,6 milhões de euros), para os Países Baixos (+8,3%, para 67,1 milhões de euros) e para o Luxemburgo (+47,1%, para 3,3 milhões de euros) obtiveram crescimentos positivos entre janeiro e julho de 2015, em comparação com o período homólogo de 2014. Já as vendas com destino a França (-0,3%, para 258,4 milhões de euros) e Reino Unido (-2,4%, para 172,8 milhões de euros) registaram uma quebra, embora estes dois mercados se mantenham na segunda e terceira posição, respetivamente, do ranking dos principais clientes do vestuário português.
As exportações extracomunitárias de vestuário, que representam atualmente 8,7% do total das exportações portuguesas deste tipo de produto, evidenciaram uma ligeira quebra (-1,2%), apesar do crescimento observado nos envios para os EUA (+42,4%), para um total de 45,6 milhões de euros.
As vendas para a China conheceram igualmente uma subida superior a 40% (mais precisamente 44,9%), embora o país seja apenas o 21.º destino das exportações nacionais de vestuário, representando um valor de 5,3 milhões de euros. O cenário é menos favorável em relação a Angola, que sofreu uma quebra de 38,8%, para 21,1 milhões de euros, em comparação com os 34,5 milhões de euros registados entre janeiro e julho do ano passado.
Para o presidente da direção da Anivec, César Araújo, os números das exportações de vestuário até julho confirmam «a importância do sector de vestuário para o reforço das contas externas do país».










