Vestuário de Bebé em análise

Numa altura em que a U.E restabelece as quotas de importações em 10 das 35 categorias de produtos liberalizadas em 2005, o Observatório Têxtil publica a análise da evolução do comércio de vestuário de bebé (liberalizado em 2002).

Com efeito, de acordo com os dados de comércio internacional disponíveis até 2004, Portugal tem perdido quota no mercado comunitário em contrapartida de países extra comunitários, nomeadamente a China, a Índia e a Turquia. Actualmente apenas 3,6% das entradas totais no mercado dos 15 tem origem nacional (5,6% em 2002 e 4,8% em 2003).

A redução da quota nacional reflectiu por um lado a queda dos fluxos nacionais para a U.E.(-4,1% entre 2003 e 2004) e por outro, o aumento do dinamismo das importações da U.E. já que as compras no exterior cresceram em todas as categorias de vestuário de bebé com excepção do vestuário de malha de outras matérias têxteis e do vestuário de tecido de lã.

Ainda assim Portugal conseguiu reforçar a quota de mercado no vestuário de malha de lã de outras matérias têxteis com aumentos de 1,4 e 1,6 pontos percentuais, respectivamente. Contudo estes produtos têm pouca representatividade nas importações totais da U.E.  que se apresentam relativamente concentradas no vestuário de algodão (malha e tecido) responsável por 82,8% das compras totais no exterior.

A análise da Balança Comercial Lusa apontou também para uma queda das  exportações de vestuário de bebé. Relembre-se que a U.E. absorve mais de 93,6% das vendas nacionais ao exterior. Neste contexto, foram exportados durante o ano transacto 99,08 milhões de euros de vestuário de bebé (que comprara com os 107,12 milhões em 2003), enquanto as importações ascenderam a 42,75 milhões, resultando num saldo da balança comercial de 56,33 milhões de euros, menos 12,8% que no ano anterior.

Esta análise em apresentada em Ficha Sectorial disponível no PortugalTextil.com