Vestuário alimenta retalho

Segundo os dados do Office for National Statistics (ONS), as vendas a retalho do Reino Unido aumentaram 2,2% em Março, impulsionadas pelas vendas de produtos não-alimentares. As lojas predominantemente de produtos alimentares registaram uma redução de 0,8% nas suas vendas, enquanto que as lojas predominantemente de produtos não-alimentares conseguiram um aumento de 6,7%. Nas lojas predominantemente de produtos não-alimentares, todos os sectores registaram aumentos, sobretudo as lojas não-especializadas, com mais 8,7%. As vendas a retalho de Março fora das lojas aumentaram 13,9%. Entre Fevereiro e Março, o volume de vendas total aumentou 0,4%. As lojas predominantemente de produtos alimentares aumentaram 0,1%, enquanto que as lojas predominantemente de produtos não-alimentares registaram um crescimento, neste período, de 0,3%. Dentro das lojas de produtos não alimentares houve aumentos em todos os sectores, com excepção das lojas de têxteis, vestuário e calçado, que baixaram em 1,1%. O maior aumento observou-se nas lojas não-especializadas em 1,5%. O retalho fora das lojas cresceu 0,3%. Comentando os dados, Richard Lowe, presidente do retalho e das vendas por grosso do Barclays Corporate, afirmou que «após um início de ano volátil, os dados de Março dão esperança de que esteja a emergir uma paisagem mais estável no sector do retalho, com os volumes de vendas a retalho a aumentarem mês a mês e ano a ano, na maior parte em linha com as expectativas. Os retalhistas vão manter-se atentos à confiança dos consumidores após a sua recente quebra. Contudo, actualmente as vendas não estão a cair com os níveis de confiança, apesar do aumento do desemprego e uma cada vez maior pressão inflacionária nos rendimentos familiares. À medida que o país se prepara para ir a votos, os retalhistas aguardam pelo alargamento de várias medidas de estímulo económico actualmente em curso, sobretudo pela taxa de base historicamente baixa». O volume de vendas nos primeiros três meses – de Janeiro a Março – baixou 1,7% em comparação com os três meses anteriores, a maior quebra desde que o estudo começou em Janeiro de 1988. O crescimento trimestral baixou 1,8% para as lojas predominantemente de produtos alimentares, enquanto as lojas predominantemente de artigos não alimentares aumentaram 0,4%. Dentro das lojas predominantemente de produtos não-alimentares, o maior aumento registou-se nos têxteis, vestuário e calçado, com 4%. O volume de vendas total nos três meses até Março foi 1,4% mais alto do que no mesmo período de há um ano atrás. O volume de vendas para lojas predominantemente de artigos alimentares não apresentou crescimento. As lojas predominantemente não-alimentares registaram um crescimento de 4,8%, o maior aumento desde Maio de 2008, quando aumentou 5,3%. Dentro das lojas predominantemente de artigos não alimentares houve aumentos em todos os sectores.