Versatilidade garante aumento das vendas à Next

A abordagem da retalhista britânica de ter sempre alguma coisa para toda a gente parece ter produzido frutos, com as vendas no primeiro trimestre do ano a somarem quase mais 6%.

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A Next previa um aumento de 5% das vendas, mas os resultados acabaram por superar as expectativas, com o volume de negócios a aumentar 5,7%, um resultado que os especialistas consideram «impressionante» tendo em conta as condições meteorológicas no Reino Unido, que provocaram uma redução do tráfego nos centros das cidades.

As vendas online cresceram 8,8% nas 13 semanas até 27 de abril, enquanto as vendas no retalho permaneceram estagnadas.

A Next Plc manteve as previsões anuais para as vendas e o lucro, com o lucro operacional do Next Group a dever aumentar 4,6%, para 960 milhões de libras. As vendas a preço total deverão subir 2,5%, para 4,9 mil milhões de libras.

A retalhista britânica antecipa, contudo, um abrandamento no segundo trimestre, com as vendas a deverem baixar 0,3%, uma vez que as comparações com o mesmo período do ano passado serão difíceis, já que beneficiou de tempo quente desde o final de maio até ao final de junho.

«Embora a confiança dos consumidores permaneça fraca e o mercado de vestuário e calçado tenha começado mal em 2024, com a GlobalData a antecipar uma queda de 6,7% do mercado no primeiro trimestre, isso não parece ter afetado a Next devido à versatilidade da sua oferta», afirma Emily Salter, analista de retalho na GlobalData, citada pelo Just Style. «A presença de artigos mais essenciais como vestuário de criança, marcas de preços mais baixo no seu website e a sua oferta de crédito mantiveram os consumidores com orçamentos contidos a fazer compras na Next. Quando os consumidores começarem a ficar melhor, a retalhista está também bem posicionada para beneficiar disso», acrescenta.

O British Retail Consortium (BRC) reportou vendas mais fracas de vestuário e calçado em março devido ao tempo chuvoso, embora tenha afirmado que os artigos domésticos e os têxteis-lar se revelaram populares entre os consumidores.

«À medida que abril dá sinais de grandes aumentos na base de custos do sector – causadas pelo aumento das taxas de salário mínimo e aumento das taxas comerciais para as grandes marcas da high street – os retalhistas esperam que a recuperação das vendas de março seja mais do que apenas uma anomalia de Páscoa», referiu Linda Ellett, diretora de mercados de consumo da KPMG no Reino Unido, que compila o monitor de vendas no retalho em parceria com o BRC.