O conceito da dinamarquesa Green House é perfeito para as mulheres que não vivem em grandes cidades e aposta na distribuição directa. Vestuário de senhora, homem, calçado e a linha de acessórios Magic Moon são vendidos em festas entre amigas. «Numa cidade grande a oferta de moda é muito diversificada, mas nas cidades do interior isso não acontece», afirma Svend Ulrik Nielsen (57 anos). Em conjunto com a sua esposa Charlotte Nielsen (47 anos) fundou a Green House of Scandinavia, uma empresa de comércio e distribuição têxtil. Em apenas cinco anos a marca tem já uma rede de 450 representantes na Alemanha e o ano de 2005 trouxe ganhos na ordem dos 6 milhões de euros. O volume de negócios da empresa mãe na Dinamarca situa-se em 25 milhões de euros e parece verificar-se uma tendência para aumentar. Anúncios em revistas como a Brigitte, Freundin e Myself têm como objectivo despertar o interesse das donas de casa. Nos próximos quatro anosa marca deverá ver o seu número de representantes subir para os mil. Um estudo de mercado da Prognos AG, solicitado pela Associação Alemã de Distribuição Directa, confirma que a este canal é um mercado em crescimento na Alemanha. Enquanto o retalho têxtil tem vindo a apresentar perdas nos últimos 13 anos, o volume de negócios relativo à distribuição directa de têxteis subiu 13 por cento entre 1994 e 2004, atingindo 17 milhões de euros. O conceito Uma nova representante recebe numa primeira fase, no início da época, uma colecção no valor líquido de 2.600 euros, assim como material publicitário como flyers, catálogos, placares e postais. No fim da época o valor tem de ser pago à Green House. Nas suas festas a representante vende a moda da Green House com uma margem de 33 por cento. As peças que não forem vendidas podem ser devolvidas. Caso a representante decida repetir a experiência é celebrado um novo contrato, mas nessa segunda fase terá de ficar com o excedente sendo-lhe feito um abatimento de 600 euros. Existem abatimentos graduais em dez fases o que implica novos cálculos de época para época. No máximo a representante poderá ter uma margem de 67 por cento. O objectivo da representante é agora vender a sua colecção e assim que o fizer pode fazer uma nova encomenda. O prazo de entrega é de dois a três dias. As peças que não foram vendidas durante a época têm como destino as promoções temporalmente previamente definidas. Anualmente existem duas colecções principais e duas subcoleções. Uma colecção principal tem 96 modelos de senhora e 12 para homem. Charlotte Nielsen descreve a Green House como «moda de designer acessível». As 450 representantes são acompanhadas por 29 responsáveis de área, sendo informadas sobre as novas colecções duas vezes por ano. Nas suas viagens de apresentação Svend e Charlotte Nielsen visitam 12 cidades. A última apresentação recebeu a visita de cerca de 600 visitantes. «A procura é enorme. A Green House é uma oportunidade divertida de ganhar algum dinheiro e estar ao mesmo tempo com as amigas».









