Vendas trimestrais levam Levi Strauss a rever previsões em alta

Sustentado pelo crescimento transversal dos mercados, canais e categorias, o segundo trimestre fiscal ficou acima das expectativas, levando a empresa a rever em alta as previsões para 2026.

[©Levi Strauss]

No segundo trimestre, terminado a 31 de maio, as receitas líquidas ascenderam a 1,56 mil milhões de dólares (cerca de 1,45 mil milhões de euros), um aumento de 8% em termos reportados e de 6% em base orgânica face ao mesmo período do ano anterior.

O lucro operacional aumentou, com a margem operacional a subir para 7,8%, face aos 7,5% registados um ano antes, enquanto a margem EBIT ajustada melhorou de 8,3% para 9%. O lucro líquido proveniente das operações continuadas atingiu 95 milhões de dólares, acima dos 80 milhões registados no segundo trimestre de 2025.

«A marca Levi’s está a ligar-se aos consumidores em todo o mundo de formas mais fortes do que nunca e os resultados do segundo trimestre são mais uma prova de que as nossas estratégias estão a funcionar e de que a nossa equipa está a executar», afirma Michelle Gass, presidente e CEO da Levi Strauss & Co. «A nossa evolução para numa empresa de lifestyle centrada no denim e orientada para o consumidor final» está a traduzir-se «num crescimento mais rápido e numa maior rentabilidade», indica Michelle Gass, acrescentando que «embora estejamos satisfeitos com o progresso, ainda estamos nas primeiras fases da nossa jornada de crescimento a longo prazo».

Crescimento liderado pelo canal direto

O diretor financeiro e de crescimento, Harmit Singh, sublinha que o desempenho foi impulsionado «por um crescimento generalizado em mercados, canais e categorias», acrescentando que a expansão das margens demonstra «a força e a escalabilidade do modelo operacional» da empresa.

As vendas diretas ao consumidor cresceram 11% em termos reportados e 8% em base orgânica, passando a representar 51% das receitas totais do grupo durante o trimestre. Em termos comparáveis, subiram 6%. O comércio eletrónico também registou uma evolução positiva, com um crescimento de 19% em termos reportados e de 17% em base orgânica.

Já o negócio grossista registou uma subida mais moderada, com receitas a crescerem 5% em termos reportados e 3% em base orgânica.

Por regiões, as Américas mantiveram-se como o principal motor do crescimento, com receitas de 815 milhões de dólares, mais 9% em termos reportados e 7% em base orgânica.

Na Europa, as receitas subiram 4% em termos reportados, mas recuaram 1% em base orgânica, refletindo exclusivamente o impacto da reorganização do centro de distribuição realizada no ano anterior, que alterou o calendário de expedições entre o primeiro e o segundo trimestre de 2025. No conjunto do primeiro semestre, contudo, as receitas europeias cresceram 14% em termos reportados e 5% em base orgânica.

Na Ásia, o grupo registou um crescimento de 10% em termos reportados e de 12% em base orgânica, enquanto a marca Beyond Yoga continuou a apresentar uma evolução expressiva, com receitas a aumentarem 16%.

Perante os resultados do primeiro semestre, a empresa reviu em alta as previsões para o exercício fiscal de 2026.

A Levi Strauss espera agora um crescimento das receitas entre 7% e 7,5%, acima da previsão anterior de 5,5% a 6,5%. Em termos orgânicos, antecipa um aumento entre 5,5% e 6%, face aos anteriores 4,5% a 5,5%.

«Tendo em conta os fortes resultados alcançados no primeiro semestre, estamos a incorporar integralmente o desempenho acima do esperado registado no segundo trimestre nas nossas previsões e a rever em alta as perspetivas para o conjunto do exercício. Estamos também a aumentar o dividendo, refletindo a nossa confiança na solidez do negócio, na capacidade de geração de fluxos de caixa e na nossa capacidade de criar valor para os acionistas no longo prazo», justificou Harmit Singh.