Vendas de moda do LVMH somam 2%

No primeiro trimestre do ano, as vendas da divisão de moda e artigos em pele do grupo francês de luxo subiram para quase 10,5 mil milhões de euros, mas foram afetadas pelo arrefecimento generalizado do sector do luxo.

[©Louis Vuitton]

O crescimento da marca Louis Vuitton ficou «ligeiramente acima» da média da divisão, enquanto a Dior registou uma evolução «ligeiramente abaixo», explicou, aos analistas, Jean-Jacques Guiony, diretor financeiro do LVMH.

No comunicado dos resultados, o grupo afirma que «a Louis Vuitton teve um excelente início de ano, mais uma vez impulsionada pela criatividade e qualidade de seus produtos», salientando os 10 anos de liderança criativa de Nicolas Ghesquière e uma boa recetividade da coleção masculina apresentada por Pharrell Williams.

Já a Christian Dior «continuou a demonstrar um notável impulso criativo em todos os seus produtos. Maria Grazia Chiuri e Kim Jones continuaram a prestar homenagem aos designs icônicos da Maison, elevando a visibilidade da Dior a níveis recorde», refere o grupo, que destaca as 390 milhões de visualizações do desfile ao vivo da coleção de pronto-a-vestir de senhora para o outono-inverno 2024/2025.

Nas restantes marcas, o LVMH realça a nova coleção da Celine, assinada por Hedi Slimane, a primeira grande exposição da Loewe em Xangai sob a batuta de Jonathan Anderson, a expansão da linha de artigos em pele da Fendi e o bom crescimento da Loro Piana em todas as categorias de produto.

As vendas totais do grupo no trimestre subiram 3%, para 20,7 mil milhões de euros. O crescimento foi liderado por fortes vendas no Japão, que registaram um aumento de 32%, enquanto o resto da Ásia sentiu uma queda de 6%. Na Europa e nos EUA houve um crescimento de 2%.

Por categoria, a divisão de perfumes e cosméticos aumentou as vendas em 7%, os relógios e joalharia registaram uma diminuição de 2% e o retalho seletivo, que inclui a retalhista de cosméticos Sephora, aumentou 11%. A divisão de vinhos e bebidas espirituosas sentiu una queda de 12% no trimestre.

A procura por bens de luxo tem vindo a abrandar, depois de um grande período de crescimento. Em 2022, a divisão de moda e artigos em pele cresceu 20%, enquanto em 2023 o aumento foi de 14%. No último trimestre do ano fiscal de 2023, as vendas da divisão subiram 9%.

Segundo Luca Solca, diretor de bens de luxo na Bernstein, os resultados do LVMH estão, no geral, bem, tendo em conta as difíceis comparações. «Mantemos o nosso cenário de “aterragem suave” para 2024 e assumimos esta atualização como um sinal de que será provavelmente assim que as coisas vão decorrer no futuro próximo», escreveu numa nota.

«Num ambiente geopolítico e económico incerto, o LVMH permanece vigilante e confiante no início do ano. O grupo continuará a prosseguir a sua estratégia focada no desenvolvimento das suas marcas, impulsionada por uma política sustentada de inovação e investimento, bem como por uma procura constante da qualidade dos seus produtos, da sua atratividade e da sua distribuição», resume o grupo francês em relação ao futuro.