Vendas da H&M ressentem-se

A retalhista sueca, que acaba de nomear um novo CEO, revelou que as vendas dos últimos dois meses estão em queda, depois de um quarto trimestre menos positivo que afetou os resultados do ano fiscal completo.

[©H&M]

Entre 1 de setembro e 30 de novembro de 2023, as vendas da retalhista atingiram 62.650 milhões de coroas suecas (cerca de 5,56 mil milhões de euros), o que, excluindo a Rússia e a Bielorrússia, representou um aumento de 3% em coroas suecas. O valor, contudo, significa uma descida de 1% em moedas locais. Já o lucro bruto no trimestre subiu 8%, para 33.657 milhões de coroas suecas, enquanto o lucro líquido cresceu para 1.576 milhões de coroas suecas.

Os números para o ano completo são melhores, com um aumento de 6% das vendas, para 236.035 milhões de coroas suecas – em moedas locais, a subida é, no entanto, de apenas 1%.

O lucro bruto, por seu lado, aumentou 7% no ano fiscal de 2023, para 120.896 milhões de coroas suecas, enquanto o lucro líquido subiu 145%, para 8.723 milhões de coroas suecas.

As notícias são menos positivas para o início deste ano, com as vendas entre 1 de dezembro e 29 de janeiro a caírem 4% em moedas locais em comparação com o período homólogo do ano fiscal de 2023.

«Em 2023 demos passos importantes para os nossos objetivos a longo prazo», afirma, em comunicado, a ainda CEO Helena Helmersson, que apresentou a sua demissão do grupo sueco. «O nosso trabalho de melhoria na cadeia de aprovisionamento e continuação da normalização de fatores externos que influenciam os custos de compra resultaram em margens brutas mais fortes. O foco no controlo de custos, rentabilidade e melhor produtividade do inventário também contribuíram para uma melhor liquidez que está a financiar os crescentes reinvestimentos no negócio», acrescenta.

Quanto à evolução das vendas, Helena Helmersson sublinha que «para muitos consumidores, o ano ficou marcado por um menor poder de compra devido à elevada inflação e taxas de juro altas. Apesar disso, as nossas vendas em mercados comparáveis aumentaram face a 2022. O quatro trimestre começou com temperaturas anormalmente altas em vários dos nossos importantes mercados europeus. A partir de meados de outubro recuperaram à medida que o tempo normal para o outono regressou, com as coleções a serem bem recebidas».

Por isso mesmo, acredita, «as marcas do grupo estão bem posicionadas para crescerem», pelo que «vemos boas condições para a continuação de um crescimento rentável e sustentável em 2024».

Daniel Ervér[©H&M]
Helena Helmersson, que trabalhou durante 26 anos do grupo, está de saída do grupo, depois de ter apresentado a sua demissão ao conselho de administração, que nomeou Daniel Ervér como novo CEO do grupo sueco, uma função que vai acumular com a de responsável pela marca H&M a partir de hoje, 31 de janeiro.

«A administração gostaria de expressar o seu agradecimento a Helena pelo seu grande contributo durante um período muito intenso. A Helena é uma líder muito apreciada que liderou de forma eficaz e decisiva o grupo H&M numa altura em grande parte marcada pela pandemia e desafios geopolíticos e macroeconómicos. Durante esse tempo, demos gradualmente passos claros em direção aos nossos objetivos de longo prazo. O grupo H&M tem uma posição forte, com uma tendência de rentabilidade positiva e boas condições para fazer melhorias em 2024», resume Karl-Johan Persson, presidente do conselho de administração do grupo sueco, que caracteriza Daniel Ervér como «um líder competente, experiente e respeitado, com as qualidades necessárias para continuar a desenvolver o grupo H&M».