Uma empresa Vertical Virtual

A MTB – More Than Basics foi criada em Agosto de 2002, especializando-se em produção e comercialização de artigos de vestuário de malha circular, quer para homem, quer para senhora, vocacionado para a gama média/alta. «A ideia partiu da NGS, que se apercebeu de um nicho de mercado muito interessante (identificar no mercado quais seriam as malhas mais interessantes, contactar potenciais clientes internacionais e, confirmado o seu interesse, contactar confeccionadores e malheiros nacionais), e porque também nos apercebemos que seria proveitoso dominar nesta questão a distribuição, viemos acrescentar a este factores gestão e distribuição», adianta Rui Cardoso, administrador da MTB (filho de Joaquim Cardoso, ex-administrador da Maconde), ao Portugal Têxtil. «Criámos assim uma empresa vertical virtual, e todos os parceiros têm cumprido a sua missão, e o negócio tem corrido muito bem», sublinha. Da estrutura accionista também faz parte Nuno Cunha e Silva, administrador da NGS (de que Rui Cardoso também é sócio), assim como Alberto Silva, «neste momento quem dinamiza a área comercial», salienta o administrador. A carteira de clientes é sobretudo internacional, e os mercados aí mais representados são o Reino Unido – com uma grande fatia, 70% -, seguido de Espanha, – com 20% -, e depois a França, Itália, Holanda, EUA e Japão. Destes países, Rui Cardoso refere que Espanha é o mercado onde agora estão a apostar mais, apresentando aos clientes do país vizinho a vantagem de poderem ter uma mercadoria de boa qualidade e pronta em três ou quatro dias. «Trabalhamos em parceria com um grupo de oito a dez empresas, de confecção, estamparia, de bordados, que com uma muito boa capacidade de produção e uma estrutura muito organizada e consertada também por nós, assegura um bom desempenho, que se tem traduzido na capacidade de todo este processo – desde a escolha do que se vai produzir até à entrega – não ultrapassar as três semanas», elucida o administrador. Toda a produção é colocada no nosso país. A componente moda é assegurada pela presença de um designer na empresa e pela sua reunião com os clientes, onde se discute este factor para a colecção a produzir, «onde há inputs de ambos os lados», afiança Cardoso. Como a competitividade da empresa advém da qualidade dos artigos e dos prazos de entrega muito curtos, a principal concorrência da MTB vem, por ordem de importância, do Norte de África, depois da Turquia e depois dos países da Europa de Leste. Inicialmente com apenas duas pessoas, a MTB conta agora com seis pessoas, e teve no ano passado um volume de negócios em volume, de 12 milhões de peças, e em valor de 10 milhões de euros. De 2003 para 2004 teve um aumento de facturação de 95%, e de 2004 para 2005 um aumento deste indicador de 80%. «Neste momento é uma empresa que nos está a transmitir muita confiança. Os resultados de 2005 permitem prever um futuro risonho, com um crescimento de 20 a 25% no volume de negócios deste ano», antevê Rui Cardoso. «Dado este crescimento, vamos ter que necessariamente aumentar de dimensão, e estamos à procura de duas ou três pessoas para fortalecer a empresa», complementa.