A iniciativa estará aberta a candidaturas até 17 de setembro de 2026 e pretende apoiar projetos que contribuam para a transição sistémica para uma economia circular, em linha com a iniciativa europeia Circular Cities and Regions Initiative (CCRI). Em foco está o desenvolvimento e implementação de soluções inovadoras que promovam a recolha eficiente, triagem e reintrodução de têxteis no ciclo económico, privilegiando a reutilização e a reparação face ao descarte.
Entre os resultados esperados, Bruxelas destaca a adoção, por parte das autoridades locais e regionais, de sistemas otimizados de gestão de resíduos têxteis urbanos, bem como a criação de condições favoráveis ao crescimento de mercados de segunda mão e à extensão do ciclo de vida dos produtos. A Comissão Europeia pretende ainda reforçar o papel da economia social, promovendo a colaboração com pequenas empresas de reparação, iniciativas de upcycling e organizações locais.
Outro eixo central da call passa pela sensibilização dos consumidores. A UE quer fomentar uma maior literacia ambiental, incentivando mudanças de comportamento que privilegiem o consumo sustentável. Para tal, os projetos deverão integrar estratégias de comunicação eficazes e mecanismos de acesso à informação sobre o impacto ambiental dos têxteis.
No plano tecnológico, Bruxelas incentiva o desenvolvimento de soluções digitais para triagem e preparação para reutilização, incluindo ferramentas baseadas em inteligência artificial e alinhadas com o futuro Passaporte Digital do Produto. A melhoria da rastreabilidade ao longo da cadeia de valor e a recolha de dados sobre fluxos de resíduos têxteis são igualmente prioridades.
A call prevê ainda medidas para incentivar os produtores a adotarem práticas de ecodesign, nomeadamente através da disponibilização de peças suplentes, nomeadamente botões, fechos ou tecidos, e da extensão de garantias, facilitando a reparação dos produtos.
Os projetos candidatos deverão adotar uma abordagem de cooperação, envolvendo cidadãos, empresas, entidades públicas e organizações da economia social, bem como integrar perspetivas das ciências sociais e humanas. Será também valorizada a inclusão de critérios de género e de inclusão social.
Com um nível de maturidade tecnológica esperado entre o TRL 6 e o TRL 8 – isto é, um nível de maturidade tecnológica equivalente a um protótipo demonstrado em ambiente relevante e um sistema completo e testado para produção – no final dos projetos, a iniciativa pretende gerar soluções replicáveis e escaláveis, que possam ser implementadas noutras cidades e regiões europeias.



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