UE importa menos vestuário

As importações de vestuário da UE diminuíram 0,2% em valor nos primeiros sete meses de 2008, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo o relatório da Textiles Intelligence, esta quebra resulta do abrandamento no consumo face à crise financeira mundial e representou um enorme retrocesso em comparação com os primeiros sete meses de 2007, período em que as importações subiram 5,6% em valor e 8,5% em volume. Durante o período de Janeiro a Julho de 2008, a China continuou a ser o principal fornecedor de vestuário da UE, embora o crescimento das importações provenientes do país tenha abrandado durante o período em análise. Com um crescimento de 6,7% em valor e 11,2% em volume, a China conseguiu um melhor desempenho do que todas as outras fontes combinadas e, como resultado, aumentou a sua quota de mercado para 38,6% em valor e 45,2% em volume. O principal impulso, para o forte desempenho da China nos primeiros sete meses de 2008 foi a eliminação, no final de 2007, das quotas de salvaguarda sobre as importações de certos produtos têxteis e de vestuário chineses que estavam ainda em vigor na UE. Por conseguinte, foi sem surpresa que as importações desses produtos registaram taxas de crescimento de dois e três dígitos – pelo menos em termos de volume –, ao mesmo tempo que se registou uma redução dos preços. Enquanto isso, alguns fornecedores lutavam para manter as suas encomendas. As importações de Hong Kong, por exemplo, sofreram quedas de dois dígitos em valor e volume, à medida que os acordos celebrados no âmbito do Outward Processing Arrangement (OPA), ao abrigo do qual estavam isentos do pagamento das taxas de exportação, perderam a sua relevância – pelo menos em termos de vendas no mercado da UE. A indústria do Vietname também foi gravemente afectada, com as importações de vestuário provenientes do país a afundarem 37% em termos de volume. As importações provenientes da Turquia, Tunísia, Marrocos e Indonésia diminuíram igualmente nos primeiros sete meses de 2008, enquanto as do Bangladesh e da índia aumentaram apenas ligeiramente. Em termos de política comercial, os governos dos dez maiores fornecedores de vestuário da UE estiveram bastante activos em 2008. Na China, por exemplo, as autoridades aumentaram, por três vezes, a taxa de reembolso sobre as exportações de têxteis e vestuário, enquanto o governo turco revelou o seu “Plano de acção estratégica para os sectores têxtil, pronto-a-vestir e couro”. O relatório “Trade and Trade Policy: leading clothing suppliers to the EU” foi publicado pela Textiles Intelligence na mais recente edição do Global Apparel Markets.