UE: Análise às importações de vestuário no primeiro trimestre

Em termos gerais, as importações dos 25 Estados-membros não aumentaram ao longo do primeiro trimestre do ano em igual proporção à registada em 2005, conforme evidenciam as estatísticas comerciais do Eurostat. Os dados, que não incluem a Dinamarca, também revelam que as importações de vestuário para a União Europeia concentraram-se, mais uma vez, em quatro mercados principais quer em 2005, quer no primeiro trimestre de 2006. Alemanha, Reino Unido, Itália e França foram responsáveis por mais de dois terços das importações de vestuário de malha (categoria HS 61) e vestuário de tecido (categoria HS 62). Importações aumentam na Alemanha A Alemanha foi o principal destes mercados, registando uma subida na quota para os 24,5% nas importações de vestuário de malha, em relação aos 18,57% que detinha no primeiro trimestre de 2005. A quota em termos de volume também aumentou no vestuário de tecido, subindo para os 23,5% no primeiro trimestre do ano, em relação aos 21,9% que detinha no ano anterior. As quotas de mercado do Reino Unido e da Itália aumentaram em simultâneo, enquanto que o mercado francês de importação não registou um aumento em relação ao ano anterior. O volume de importações de malha para a Alemanha e para o Reino Unido aumentaram claramente no primeiro trimestre, registando subidas de 28,8% e 12,7% respectivamente, em relação a igual período do ano passado. No entanto, o crescimento nas importações de vestuário de tecido (que aumentaram respectivamente 8,4% e 6,2%) para estes países registou um enfraquecimento relativamente aos aumentos registados em 2005 em termos gerais. França não aumenta importações Entre os principais mercados comunitários, as importações com destino a Itália registaram o maior aumento, subindo 11% no primeiro trimestre do ano enquanto que os volumes para a França não conseguiram registar qualquer ganho considerável. A Espanha e a Bélgica aumentaram ligeiramente a sua importação de vestuário em malha e em tecido. As economias mais pequenas, como a Polónia, aumentaram as importações em 26,52% enquanto que as importações da República Checa subiram 74,65% no vestuário em tecido e 62% no vestuário em malha. Uma das principais quebras em volume ocorreu na Holanda onde as importações de vestuário de malha caíram 61% reduzindo a quota holandesa dos 16% para os 6,3%. Em relação às importações de vestuário de malha, Portugal registou uma quebra de 18,07% no volume importado durante o primeiro trimestre do ano, e uma quebra de 11,18% no valor das importações registadas, em relação a igual período de 2005. O vestuário em tecido registou uma quebra de 17,34% em volume e de 6,51% em valor, ao longo do primeiro trimestre. Preços aumentam Esta grande quebra da Holanda foi fundamentalmente resultado de um significativo aumento nos preços de 203%, o qual resultou num valor médio de 15,89 euros por kg pagos pelos importadores holandeses durante o primeiro trimestre. Em termos gerais, ao longo do primeiro trimestre, os importadores comunitários também assistiram a um aumento nos preços de 21,1% no vestuário de malha e de 12,7% no vestuário de tecido. O custo médio do vestuário de malha foi de 13,56 euros por kg e de 17,21 euros por kg no vestuário de tecido.