Em seguimento da proposta da Turquia junto da Organização Mundial de Comércio (OMC) no sentido de aumentar o controlo sobre o comércio internacional de têxteis e de vestuário, a China respondeu negativamente considerando-a como unilateral e inaceitável, de acordo com fontes oficiais próximas deste órgão internacional.
A sugestão da Turquia foi apresentada no conselho da OMC para a transacção de bens, requerendo a implementação de um mecanismo para a análise detalhada e periódica da produção e comércio mundial de têxteis e de vestuário e o desenvolvimento de medidas de correcção adequadas. Na proposta apresentada, a Turquia refere que as exportações de têxteis da China aumentaram de forma significativa desde a eliminação das quotas internacionais sobre os têxteis e o vestuário, originando que diversos países em desenvolvimento enfrentem o risco de serem eliminados dos seus mercados tradicionais de exportação. Entre os argumentos apresentados pelas autoridades chinesas, encontra-se o facto da Turquia não mencionar que as suas próprias exportações de têxteis registaram um crescimento de 30% em alguns mercados, sendo actualmente o segundo principal fornecedor da União Europeia (UE), detendo uma quota de 14% do mercado, de acordo com os dados apresentados pelas autoridades chinesas na OMC. A proposta turca teve ainda as vozes discordantes de diversos países, nomeadamente: Índia, Paquistão, Brasil, Chile e Japão. Os responsáveis da UE referiram que não consideram possível retroceder na liberalização do comércio internacional e apresentaram o acordo estabelecido com a China como exemplo para a resolução das divergências comerciais (ver notícia no Portugal Têxtil). De recordar que, face aos receios de uma possível invasão do mercado interno, as autoridades turcas decidiram no final de 2004 a aplicação de cláusulas de salvaguarda em 42 categorias de produtos têxteis e de vestuário com origem na China (ver notícia no Portugal Têxtil) Para mais informação sobre a relação entre a China e a Turquia no mercado têxtil internacional, ver notícia no Portugal Têxtil: China floresce, mas não incomoda a Turquia










