To Be Green recolhe têxteis usados em Braga

Num projeto de recolha e valorização de têxteis pós-consumo em parceria com o Município de Braga, a spin-off da Universidade do Minho conseguiu redirecionar 2.758,5 quilos de resíduos têxteis desde 2024.

António Dinis Marques, CEO da To Be Green, e Altino Bessa

A iniciativa, apresentada no âmbito da Semana do Oxigenar Braga, teve início como projeto-piloto e integra atualmente a estratégia municipal de promoção da economia circular.

Desde o início do projeto foram realizadas 33 recolhas em diferentes pontos do concelho, permitindo evitar a emissão de 1.477,28 quilos de CO₂, de acordo com os dados apresentados.

No processo de triagem, 12,15% dos materiais foram encaminhados para doação, enquanto outras frações seguiram para circuitos de valorização. Mais de metade (51,07%), contudo, foram classificados como resíduos indiferenciados.

Em 2026, a iniciativa, que se encontra implementada em várias escolas, instituições e serviços municipais do concelho, foi alargada à Universidade do Minho, com a instalação de quatro contentores para recolha de têxteis pós-consumo.

«É com enorme orgulho que a To Be Green apresenta estes resultados em conjunto com o Município de Braga. Ver o impacto real do nosso projeto-piloto transformar-se numa estratégia municipal consolidada é a prova de que a sustentabilidade é o único caminho possível», pode ler-se nas redes sociais da To Be Green. «Estamos mais motivados do que nunca para ensinar que roupa velha não é lixo, é recurso. Obrigado ao Município de Braga e a todos os cidadãos que já depositam a sua confiança (e os seus têxteis) nos nossos pontos de recolha», acrescenta.

[©Município de Braga]
Durante a sessão de apresentação dos resultados, o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, destacou que o projeto cria «um mecanismo específico para o setor têxtil, uma das indústrias mais poluentes», sublinhando a importância de evitar o encaminhamento destes resíduos para aterro.

O edil referiu ainda o objetivo de promover a reutilização e valorização das peças em fim de vida. «Queremos que esta comunidade adira ao projeto e perceba que a roupa que já não utiliza pode ganhar uma nova vida, seja através da reutilização, seja através da transformação noutros materiais. Desta forma, evitamos o envio para aterro e promovemos a economia circular», concluiu.