TMG Textiles publica primeiro relatório de sustentabilidade

Elaborado de acordo com os princípios da Global Reporting Initiative (GRI), o documento mostra os avanços da empresa em áreas como eficiência energética, gestão de resíduos, uso de fibras mais sustentáveis e investimento em I&D.

[©TMG Textiles]

Em 2024 – ano em que aumentou a produção em 49% –, a TMG Textiles reduziu o consumo energético em 18% e diminuiu em 45% a intensidade energética por tonelada de têxteis produzida, em comparação com 2023.

Estes resultados foram alcançados através de medidas concretas, como a instalação de uma nova caldeira a gás natural com economizador, a redução de fugas de ar comprimido, a otimização da iluminação interior e a aquisição de compressores com variação eletrónica de velocidade, indica o relatório de sustentabilidade.

No que diz respeito às emissões de gases com efeito de estufa (GEE), o documento destaca a diminuição da intensidade carbónica global. As emissões de âmbito 1 resultaram essencialmente da utilização de gás natural e da frota automóvel, enquanto as de âmbito 2 corresponderam a eletricidade adquirida. Em 2024, 56,5% da eletricidade adquirida tinha origem renovável, refletindo a evolução da matriz energética nacional e os compromissos da empresa.

Ao nível dos produtos, a empresa integrou 733 toneladas de fibras renováveis, incluindo algodão regenerativo, linho e cânhamo, e aumentou a utilização de fibras recicladas, que passaram de representar 1% em 2022 e 9% em 2023 para 18% em 2024.

No portefólio de produtos, 61,7% das referências já são feitas exclusivamente de fibras renováveis e 43,8% são monomaterial, o que facilita a reciclagem no fim de vida.

Também a gestão de resíduos teve avanços relevantes, com 85% do total encaminhado para operações de recuperação e apenas 0,01% classificado como perigoso.

Nesta área, a TMG Textiles, que emprega 195 colaboradores, destaca o projeto-piloto de reciclagem Closed-loop, em colaboração com parceiros, que tem como objetivo transformar desperdícios de clientes em novos fios e tecidos, reduzindo a dependência de matérias-primas virgens. O conceito prevê a parametrização rigorosa do processo de fiação e a escolha criteriosa das matérias-primas virgens que se juntam às fibras recicladas para garantir que, apesar da redução da dependência de materiais virgens, a qualidade final dos tecidos se mantém elevada.

O documento realça igualmente o investimento em inovação que a empresa tem feito, nomeadamente a participação em quatro agendas apoiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR): Pacto da Bioeconomia Azul, AM2R, Texp@ct e Be@t.

Objetivos para o futuro

Entre as metas para os próximos anos, a TMG Textiles, que contabiliza 11 certificações, assume que quer aumentar de forma significativa a incorporação de fibras recicladas, regenerativas e renováveis, ao mesmo tempo que reduz a diversidade de fibras nas composições para facilitar a reciclagem no fim de vida dos produtos. Também está prevista a promoção ativa de algodão proveniente de agricultura regenerativa, reforçando a rastreabilidade da cadeia de fornecimento.

No domínio dos processos, a prioridade é reduzir o consumo energético específico e diminuir a geração de resíduos, enquanto se reforçam práticas de valorização e recuperação. Até 2026, a empresa compromete-se a estabelecer metas concretas de descarbonização, que serão tornadas públicas em 2028, juntamente com um plano detalhado de medidas. A avaliação das emissões de âmbito 3 – as associadas à cadeia de valor – também está prevista para ser concluída até essa data, completando o retrato da pegada de carbono da organização.

Vítor Fernandes

A nível social, a TMG Textiles quer reforçar o seu papel como empregador de referência, introduzindo medidas como horários flexíveis e consultas de psicologia gratuitas para todos os colaboradores. O plano de futuro inclui ainda uma forte aposta em formação e desenvolvimento de competências, com destaque para áreas como economia circular, regulamentação europeia e competências digitais. Paralelamente, a empresa continuará a investir em programas de atração e retenção de talento jovem, nomeadamente através da Academia do Têxtil.

Para Vítor Fernandes, CEO da TMG Textiles, este primeiro relatório é um marco que «consolida o caminho consistente que temos seguido, com a inovação e a sustentabilidade como pilares da nossa missão de desenvolver soluções que maximizem o sucesso dos nossos clientes, transformando conhecimento em valor».