Tiajo puxa dos trunfos

Na segunda presença na Techtextil, a empresa fornecedora de tecidos para vestuário de trabalho e proteção destacou as propostas bi-stretch e a sua versatilidade e reatividade para servir os clientes.

Catarina Andrade e Michel Gonçalves

«A nossa abordagem aos clientes é sempre explicar as nossas maiores vantagens, sendo que uma das nossas principais mais-valias é a enorme capacidade de resposta, porque temos um stock muito alargado disponível para entrega, o que nos torna muito flexíveis, com serviço rápida e, obviamente, competitivos em termos de qualidade/preço», destaca Catarina Andrade, comercial da Tiajo.

Nesta presença na feira de têxteis técnicos e não-tecidos Techtextil, que decorreu de 23 a 26 de abril, a empresa optou por destacar, como novidade, os tecidos bi-stretch. «Cada vez mais os clientes procuram conforto, portanto tem sido uma aposta segura no mercado», refere.

Propriedades como retardantes de fogo, anti-estáticos, repelência a químicos e líquidos fazem igualmente parte do reportório da Tiajo, a pensar mais na proteção e segurança no trabalho.

Já os tecidos mais sustentáveis têm crescido mais lentamente e, sobretudo, no mercado dos uniformes. «Apesar de ser um tema muito popular, o ecológico, em termos de real concretização no mercado, é muito jovem. As pessoas falam muito nisso, mas acabam por utilizar muito pouco», assume a comercial. «Em termos de artigos técnicos, começa-se a falar alguma coisa, mas ainda não é muito viável, até porque é dispendioso desenvolver esse tipo de artigo», acrescenta.

Sem produção interna, recorrendo a parceiros dentro e fora de Portugal, a Tiajo, que emprega 25 pessoas, desenvolve e faz o controlo dos tecidos que vende graças a um laboratório próprio, onde «fazemos todo o tipo de testes físicos», garante Catarina Andrade.

Depois de um ano de 2023 «desafiante», no qual manteve o volume de negócios do ano anterior, «o que não é o nosso objetivo, porque estamos habituados a um ritmo de crescimento acentuado», refere, para este ano, as expectativas da Tiajo, que tem como principais mercados Espanha, França, Itália, Marrocos, Tunísia e Polónia, mantêm-se cautelosas. «Nota-se que o mercado está lento, com uma recuperação difícil, mas há uma certa abertura», indica Catarina Andrade.

Chegar ao outro lado do Atlântico está igualmente nos planos da empresa, mas mais a longo prazo. ««Há bastante vontade e há condições para isso. Mas se uma das nossas maiores vantagens é a rapidez, para os EUA, com o transporte, vamos perder um pouco essa mais-valia. Portanto, temos que conseguir compensar com outros fatores que não são tão óbvios nem tão fáceis de atingir. Mas estamos a trabalhar para isso e vamos chegar lá», conclui a comercial da Tiajo.