Têxtil mais confiante

O terceiro trimestre de 2006 encerrou com uma redução do indicador de confiança dos industriais da Indústria Têxtil e do Vestuário (ITV) acentuando a tendência descendente de Fevereiro. Na base desta evolução esteve a opinião dos industriais do vestuário que se traduziu numa redução do índice de confiança de 8 pontos (Saldo de Respostas Extremas). Neste contexto, o indicador de confiança do vestuário termina o primeiro trimestre no mesmo valor que encerrou 2005 (-24 pontos) anulando o efeito positivo com que iniciou 2006. O aumento do pessimismo dos agentes da confecção foi particularmente influenciado pelas avaliações desfavoráveis da carteira de encomendas global (interna e externa) a par com expectativas de aumento dos stocks de produtos acabados que atingiram em Março o nível máximo da série iniciada em Abril de 2005. De referir que as estimativas relativas à evolução dos preços de venda também contribuíram para a quebra da confiança do vestuário dada a contracção de 8 pontos patenteada em Março. Pela positiva merece apenas referência as avaliações da produção actual do vestuário com base na informação dos últimos três meses uma vez que verificou um aumento de 4 pontos contribuindo para atenuar os efeitos desfavoráveis das variáveis anteriores. Os empresários têxteis, por outro lado, mostraram-se mais optimistas em Março mantendo a tendência ascendente da confiança iniciada em Novembro do ano transacto. Desta forma, o índice de confiança atingiu um novo máximo histórico desde o início da série (-17 pontos). Para este resultado contribuíram a carteira de encomendas global e a produção prevista com aumentos de 2 e 6 pontos, respectivamente. Contudo, à semelhança do que se verificou para o vestuário, as expectativas relativas aos preços de venda registaram uma forte contracção atingindo o valor mais baixo desde Agosto de 2005. Por fim, comparando a evolução do índice de confiança no primeiro trimestre de 2006 com o último trimestre de 2005 constata-se que quer no sector têxtil quer no vestuário os empresários se mostraram mais optimistas em 2006. Enquanto no sector têxtil este aumento do optimismo assentou nas avaliações mais favoráveis dos stocks e da produção prevista, no vestuário foi a carteira de encomendas global e os preços de venda que ditaram o aumento do indicador. Fonte: Observatório Têxtil do CENESTAP