Marrocos espera gerar o mesmo número de postos de trabalho que perdeu na indústria têxtil e de vestuário ao longo dos próximos dois anos, afirmou o ministro do comércio marroquino, Salaheddine Mezouar, em entrevista à Reuters. Estes novos postos de trabalho devem surgir a partir do desenvolvimento de novos nichos e tecnologias, ao longo do processo de adaptação das empresas à eliminação das barreiras comercias. O objectivo prende-se com o encontrar um equilíbrio ao longo dos próximos dois anos entre as empresas que desaparecem e as novas empresas que são criadas. À medida que os produtos asiáticos de baixo preço penetram no vital mercado europeu, Marrocos tenta fomentar as industrias que possuam uma vantagem competitiva por se encontrarem próximas da Europa e que ofereçam o maior lucro potencial. Com o objectivo de tentar transformar a ameaça da globalização numa oportunidade, foram celebrados acordos de livre comércio com os Estados Unidos e com a Turquia, encorajando o investimento interno através de reformas do sector financeiro, no mercado de trabalho e das tarifas. Os produtores de têxteis e de vestuário, responsáveis por 40% das exportações marroquinas, estão a afastar-se das gamas de produtos com baixo valor acrescentado e a investir na adição de tecnologia para que possa ser possível responder a uma encomenda e expedir o vestuário acabado para os clientes europeus numa fracção de dias. Com o objectivo de reduzir os elevados custos de transporte do país, encontra-se prevista uma significativa expansão ao nível das estruturas portuárias na cidade de Tanger, a qual deverá estar terminada em meados de 2007. As zonas industriais na proximidade vão apoiar os principais sectores de exportação, incluindo os têxteis, acessórios para automóveis e os componentes electrónicos. Segundo o ministro do comércio, prevê-se que este investimento aumente o tráfego portuário em quinze vezes, ficando o país a seis dias dos Estados Unidos e com capacidade para reduzir os custos de transporte em 50%. Para além destes projectos com especial impacto na indústria têxtil e de vestuário, os responsáveis marroquinos planeiam o desenvolvimento de um parque industrial na proximidade da capital Rabat. Este investimento deverá aliar as empresas e a investigação universitária para o desenvolvimento e comercialização de produtos com base na nanotecnologia e na biotecnologia.









