Têxteis-lar indianos preparam-se para conquistar mercados

Em poucos anos, a Índia tornou-se um dos principais exportadores mundiais de têxteis-lar desde os lençóis até aos felpos. Os maiores grupos estão a desenvolver elevadas capacidades para conquistar quota no mercado norte-americano e comunitário concorrendo com os principais players mundiais, a China e o Paquistão. De acordo com o Emergingtextiles, a ambição dos produtores de têxteis-lar parece não ter limites. Foram várias as empresas que anunciaram fortes investimentos na capacidade produtiva evidenciando sinais de optimismo no que respeita ao escoamento da produção no mercado nacional e na exportação. Em 2005, as principais unidades industriais do sector estavam concentradas em Karur, Cannanore, Chennai (Madras), Mumbai, Ahmedabad, Delhi, Jaipur e Janipat. Entre as maiores empresas destacam-se a Dyeing, Welspun, Trident, Alok Industries, Abhishek Industries, Himatsingka Seide, Creative Mobus com volumes de negócios de milhões de euros. O tecido industrial indiano caracteriza-se ainda pela presença de unidades médias (como as que estão presentes na Tex-styles) e um sem número de pequenas empresas que produzem em regime de subcontratação para os grandes exportadores. Com uma quota de 8%, a Índia ocupa a segunda posição no comércio internacional de têxteis-lar a seguir à China, responsável por 12%. Os exportadores indianos estão focados no mercado norte-americano não só pela elevada dimensão (18 mil milhões de dólares) mas também pelo rápido declínio da concorrência das empresas do mercado interno. Em resultado, a Índia tornou-se o principal mercado de origem de toalhas para os EUA com uma quota de 19% em 2005. É também, depois da China e do Paquistão, um dos principais mercados de fornecimento de lençóis de algodão com uma quota de 18%. Na U.E. estima-se que detenha uma quota de 11% em 2005. Refira-se que em 2004 as importações comunitárias de têxteis-lar indianos ascenderam a 102 mil toneladas, mais 18% que no ano anterior. Impulsionadas pelos incentivos financeiros do Technology Upgradation Fund Scheme, que reduz as taxas de juro para 2,5% a 3%, as empresas indianas investiram em novos equipamentos nos últimos dois a três anos. A título de exemplo destaca-se a Alok Industries, líder nas roupas de cama, que aumentou a capacidade produtiva de 37,5 milhões de metros para 60 milhões. Nas toalhas, a Welspun, líder do sector na Índia e na Ásia e número quatro a nível mundial, aumentou recentemente a capacidade produtiva anual em 118,2% de 11 mil toneladas para 24 mil toneladas/ano. No mesmo sentido, a Abishek Industries Ltd, a segunda maior empresa indiana de toalhas de felpos aumentou o seu parque industrial em 60 teares de jacto de ar operando actualmente com 268 teares. Em resultado desta expansão da capacidade, o Ministério para o sector têxtil prevê que as exportações aumentem significativamente nos próximos anos, passando de 1,6 mil milhões de dólares actualmente para 10 mil milhões em 2010. Todavia, de acordo com a Textiles Intelligence, na corrida pela liderança do mercado global de têxteis-lar, a batalha entre a China e a Índia parece favorecer a primeira sendo difícil de acreditar nas estimativas do Ministério Indiano.