Têxteis geram energia alternativa

A Owens Corning, inventora da fibra de vidro, continua a escrever inovadores capítulos de uma já longa e exemplar história de pioneirismo. Desta vez, a empresa americana decidiu deixar a sua marca no florescente mercado da energia eólica ao dar um importante passo em frente na bem sucedida competição contra outras fontes de energia alternativas. Com efeito, a Owens Corning acaba de lançar uma nova mecha e consequente malha, baptizada de WinStrand, que, segundo a empresa, possibilitará aos produtores com tecnologia de turbina aumentar os comprimentos do rotor de seis por cento e fornecer até 12% mais energia ? a custos até 20% inferiores do que qualquer solução híbrida carbono-vidro existente actualmente no mercado. Para além das vantagens financeiras e de desempenho, o WindStrand também permite, aos produtores com processamento tradicional de vidro, a sua combinação com outros materiais de alta performance. O novo produto oferece, em comparação com o E-vidro tradicional, uma resistência à tracção superior até 35% e uma rigidez (módulo) superior até 17%, além de melhorar a resistência à fadiga, ao impacto, ao envelhecimento, à corrosão e à temperatura. O WinStrand, que deverá chegar ao mercado antes do final do corrente ano, constitui a primeira aplicação usando a nova plataforma de alta performance da Owens Corning ? Hiper-tex ?, a qual resultou de uma verdadeira revolução empreendida pelas tecnologias de fusão do vidro, fibrilação e encolagem. As boas estatísticas de performance do WindStrand tiveram como base a optimização do design e um extensivo conjunto de experiências em campo, realizados pela entidade de investigação independente ?Centro de Tecnologia Compósita? (CTC), sedeada na Holanda. Este centro estudou os efeitos resultantes da substituição do tradicional E-vidro pelo WindStrand em vários componentes num rotor de 44 metros de comprimento, adequado para uma turbina de ar de 2,5 MW. «Durante 67anos, desde a invenção da fibra de vidro, desenvolvemos soluções sustentáveis e energeticamente económicas», afirma Chuck Dana, presidente da Owens Corning Composites Solutions. «O lançamento de um novo produto para a energia eólica, que é chave na nossa capacidade colectiva de resposta à crescente procura de energia e para salvaguarda da segurança dos instrumentos fornecedores de energia, enquadra-se plenamente no centro do nosso espírito de inovação verdadeira». O preço por quilowatt.hora entre as diferentes fontes energéticas varia consideravelmente. Para cumprir com os compromissos assumidos pela União Europeia no Protocolo de Quioto, celebrado em 1997, uma recente directiva da UE estipula a necessidade de duplicar a quota das fontes energéticas renováveis não fósseis, como a eólica, de 6% para 12% do consumo de energia na Europa até 2010. Os benefícios económicos e de performance de inovações como o WinStrand são essenciais para ajudar fontes energéticas renováveis como a energia eólica a passar para o nível de adopção seguinte no mercado global. Esta é a primeira vez que a UE adoptou legislação com o objectivo de promover a produção de energia a partir de recursos renováveis, o que constitui o primeiro passo para ?construir? um sistema energético sustentável. Se os alvos por toda a UE forem ?atingidos?, o consumo de electricidade ?verde? crescerá de 14% para 22% até 2010. No entanto, a produção de energia eólica não se restringe à Europa. A Índia é o quarto maior produtor deste tipo de energia, depois da Alemanha, Espanha e EUA; e a China está actualmente a implantar um plano neste âmbito para atingir os 20 gigawatts até 2020. Na América Latina, o Brasil apresenta o maior potencial, com a energia eólica a constituir uma alternativa efectiva em termos de custos aos sistemas hidroeléctricos em algumas áreas do país onde a água é melhor utilizada na irrigação. Criada há mais de 70 anos, a Owens Corning é hoje líder mundial em sistemas de materiais avançados de construção à base de fibra de vidro, operando em importantes mercados internacionais. Com cerca de 20.000 trabalhadores espalhados por todo o mundo e unidades em mais de 25 países dos 6 continentes, a empresa registou, em 2005, um volume de negócios na ordem dos 6,3 mil milhões de dólares.