Texmed de volta

A uma semana da abertura das portas do Parque de Exposições de Kram, na capital tunisina, a Texmed prepara-se para receber 250 expositores e cerca de 2.500 profissionais internacionais na edição que marca o seu 10.º aniversário. A Bélgica é o país convidado e, por isso, estará em destaque, mas a feira albergará igualmente expositores da Alemanha, Espanha, França, Grã-Bretanha, Holanda, Portugal e Turquia, segundo revela a organização do evento. Os países que fazem parte do acordo de Agadir – Tunísia, Marrocos, Egipto e Jordânia – terão também um espaço próprio no certame. Com uma importância indiscutível no sourcing de proximidade para os países europeus – a UE é o principal mercado das exportações tunisinas (96%) – a feira quer ser uma plataforma de excelência nos negócios entre os dois lados do Mediterrâneo e por isso organiza, para além da presença dos expositores, encontros B2B entre pequenas e médias empresas tunisinas e compradores estrangeiros da ITV. Os encontros, cuja participação é gratuita, terão lugar no último dia da feira (dia 12 de Junho) e incluem assistência e aconselhamento às empresas participantes. O espaço da feira (10 mil m²) estará dividido em três áreas distintas – vestuário; tecidos e acessórios; e serviços e criação – e sete “aldeias” para, de acordo com a organização, apresentar uma oferta rica e diversificada das actividades de confecção em jeans, pronto-a-vestir, lingerie e moda balnear, vestuário de trabalho, malha, tecidos e acessórios e, assim, facilitar as visitas dos profissionais. As facilidades concedidas passam também pelo alojamento e viagens, já que a organização do evento – a cargo da Cepex, Fenatex e Cetex – estabeleceu parcerias com companhias áreas e hotéis, para além de um serviço de transferes, para obter tarifas mais reduzidas para os visitantes estrangeiros. Deste modo, a Texmed apresenta-se como uma plataforma B2B incontornável para desenvolver negócios em co-contratação num quadro de colecções de fast-fashion», enaltecendo ainda as vantagens do sourcing de proximidade na Tunísia em oposição a outros países: constitui uma ferramenta de produção deslocalizada, mas de proximidade, permitindo uma melhor competitividade e ganhos de produtividade consideráveis, sem as desvantagens de uma produção longínqua e mal controlada», conclui a organozação.