A certificação reconhece que a madeira usada na Spinnova, a fibra de celulose feita de madeira ou resíduos, como couro, têxteis ou resíduos agrícolas, sem produtos químicos nocivos, pode ser totalmente rastreada desde a sua origem até à fibra final.
A Woodspin, que abriu sua primeira unidade produtiva em Jyväskylä, na Finlândia, em 2023, é uma joint-venture entre a Suzano, a maior produtora mundial de celulose de fibra curta, e a empresa finlandesa de tecnologia de materiais Spinnova, que recentemente inaugurou uma linha de fiação de I&D na Tearfil.
Com o objetivo de produzir um milhão de toneladas de fibra anualmente dentro de 10 a 12 anos, a Woodspin adquire madeira dura de eucalipto cultivada de forma responsável, plantada, colhida e adquirida pela Suzano em fazendas no Brasil. Com uma área de 26 mil quilómetros quadrados de terra, 40% das fazendas são reservadas para conservação permanente.
«Os consumidores e as partes interessadas em todas as fases da cadeia de valor dos têxteis merecem saber a origem dos produtos que compram, se estes foram produzidos de forma ética e se os materiais utilizados para os fabricar foram de origem sustentável», sublinha Jari Aittakari, diretor comercial da Woodspin.
«Reconhecemos que a procura por transparência na cadeia de aprovisionamento está a aumentar. Esta certificação FSC demonstra aos nossos parceiros – sejam marcas ou produtores – que a fibra Spinnova da Woodspin é produzida com o mais alto padrão, da quinta até a fibra, sem comprometer», acrescenta.
O FSC é descrito como o standard internacional mais rigoroso para a silvicultura responsável. A sua certificação garante que uma floresta está a ser gerida de forma a preservar a sua diversidade biológica e a beneficiar a vida da população e dos trabalhadores locais, garantindo, ao mesmo tempo, a sua viabilidade económica.
«A certificação de Cadeia de Custódia FSC da Woodspin é um marco muito significativo, abrindo caminho para uma produção de fibra têxtil mais sustentável e escalável e, em última análise, para um mundo livre de combustíveis fósseis», resume Fabian Farkas, diretor de mercados do FSC International.



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