Spinnova deverá chegar aos clientes em breve

O aumento da produção na primeira fábrica Woodspin está a correr como planeado e a empresa finlandesa acredita que os clientes irão começar a receber a fibra celulósica nos próximos meses.

[©Spinnova]

A Spinnova e a Suzano inauguraram a fábrica Woodspin em Jyväskylä, na Finlândia, em maio passado para desenvolver a tecnologia multi-patenteada da Spinnova que transforma madeira ou resíduos em fibra sem a utilização de químicos perigosos.

Agora a Spinnova anunciou que o lançamento da unidade produtiva está a progredir e que, tal como anunciado em agosto, a Suzano está a trabalhar nas especificações da matéria-prima – celulose microfibrilada à base de eucalipto – e que os testes mais recentes foram bem-sucedidos.

«Estamos contentes por a Suzano ter ultrapassado alguns marcos importantes no desenvolvimento da matéria-prima. A Spinnova continua a finalizar o trabalho de desenvolvimento da fibra e do têxtil para que as entregas de fibra da Woodspin aos clientes, feitos de matéria-prima da Suzano, possam começar nos próximos meses», afirmou Tuomas Oijala, CEO da Spinnova.

As duas empresas continuam a trabalhar em conjunto para melhorar a eficiência do processo produtivo, refere a Spinnova em comunicado, estando igualmente a colaborar ao nível do orçamento, de forma a que a Woodspin possa avançar para a produção a escala comercial nas próximas fábricas.

Os volumes de produção da primeira unidade da Woodspin deverão ser limitados no curto prazo, uma vez que a fábrica está atualmente a ser usada sobretudo para testar a matéria-prima e para otimizar todo o processo de produção.

A Spinnova sublinha que «a oportunidade de mercado e o nível de ambição com a Suzano para escalar a capacidade de produção da Woodspin com futuras unidades continua inalterada».

A empresa finlandesa, que no ano passado estabeleceu uma parceria com a fiação portuguesa Tearfil, criou uma tecnologia para produzir fibras têxteis com aspeto e toque semelhante às fibras naturais a partir de madeira ou resíduos – que podem ser agrícolas, têxteis ou couro – sem usar químicos nocivos, com zero resíduos e emissões de dióxido de carbono muito baixas, o mesmo acontecendo com a necessidade de água.