Soluções da Mind ganham upgrade

A Mind está a lançar no mercado novas versões das soluções Pattern Matching e Printed Cut, mantendo os olhos postos na melhoria da eficiência das empresas da indústria têxtil. Envolvida no projeto TEXP@CT, o futuro para a Mind deverá ainda passar pela automatização de operações na confeção.

Fernando Vasconcelos

Tanto a Pattern Matching – uma solução de corte com alinhamento automático de marcadores para a compressão e distensão de tecido, incluindo reconhecimento automático de padrões – como a Printed Cut – que deteta automaticamente os estampados, para um corte mais eficiente –, soluções que integram o portefólio da Mind, têm agora novas versões, uma evolução que traz algumas melhorias e mais-valias para o sector. «São mais possibilidades ao nível da deteção de padrões, mais facilidade no fornecimento das marcas de referência no caso do Printed Cut, otimizações de processo», aponta Fernando Vasconcelos, diretor de marketing da tecnológica portuguesa, que destaca que «a nossa solução de Pattern Matching é única no mercado» e que no caso da Printed Cut «existem outras soluções, mas que não são tão evoluídas como a nossa».

Acabadas de lançar, estas novas versões estão ainda a ser apresentadas aos clientes, mas as primeiras reações «têm sido muito positivas», afirma ao Portugal Têxtil.

A Mind tem vindo a afirmar-se na indústria têxtil e é nesse caminho que pretende continuar no curto prazo. «Neste momento, estamos essencialmente a consolidar a nossa oferta em termos de sistemas de corte e consolidar a nossa oferta significa fazer este desenvolvimento incremental: maior número de padrões reconhecidos, processos de automação mais sofisticados. Portanto, tudo aquilo que influi diretamente na capacidade das empresas poderem utilizar o nosso software para aumentarem a produção, para se tornarem mais flexíveis ou para poderem até responder a outro tipo de produção», enumera o diretor de marketing.

Futuro traz automatização para a confeção

Já no médio prazo, a empresa tecnológica está envolvida no projeto TEXP@CT – Pacto de inovação para a digitalização do STV, liderado pela Impetus e apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). «Este projeto endereça uma série de áreas em que queremos ter, no futuro, também soluções. Estamos a falar de ter um CAD 3D para a indústria têxtil, tal como temos um CAD 3D para o calçado, numa lógica completamente revolucionária, porque aí não é para fazer a mesma coisa, é para fazer uma coisa diferente em termos de abordagem. Estamos a falar de sistemas de picking automático, uma série de coisas que são complementos à nossa oferta atual», assegura Fernando Vasconcelos.

Como missão de futuro, a Mind tem ainda estipulado «não deixar nunca de ser aquilo que faz parte da nossa génese. A nossa empresa é especializada em, por um lado, software industrial e, por outro lado, software industrial que tenha uma forte componente gráfica. Isso é o nosso core business e deste core business não vamos sair, porque é aqui que temos o nosso know-how e é aqui onde sentimos que podemos trazer vantagens. Onde é que estamos a pensar posicionarmo-nos mais no longo prazo? Essencialmente diversificando indústrias, atingindo outras indústrias ou outros segmentos de indústria onde não estamos», revela o diretor de marketing, apontando como exemplos nichos da indústria automóvel, mas também na confeção, nomeadamente na automatização de máquinas de costura. «Essencialmente, o nosso objetivo no longo prazo é conseguir fazer com que as empresas sejam cada vez mais flexíveis, retirando as limitações que têm hoje em dia e que, em muitos casos, já é a mão de obra. A mão de obra, em Portugal, já não é barata e já não é fácil de encontrar. Tudo o que seja automatização tem um papel importante, não pela automação em si, mas por aquilo que isso traz em termos da flexibilidade e de poder responder a encomendas mais pequenas, de todo esse caminho do quase make to order. Só que não é um make to order para custar cinco mil euros e estar apenas disponível para os Ronaldos da vida. É um make to order disponível para toda a gente – nós chamamos a isso personalização massificada», explica Fernando Vasconcelos.

Depois de dois anos positivos para a empresa, sendo que 2022 «foi bom, mas não tão com como 2021», 2023 traz «algumas preocupações, mais pela incerteza que encerra do que pelos resultados, que até têm sido melhores do que no passado, pelo menos até agora», assume o diretor de marketing da Mind. «Mas há muita incerteza e as incertezas trazem sempre apreensão», conclui.