É para atingir dois objectivos – renovar o aspecto da renda e dar uma outra ideia – que a Solstiss propõe, para o Verão 2005, um novo género de produtos. A empresa francesa, especialista nas rendas para o prêt-à-porter e a haute couture, acaba de desenvolver uma renda que pode ser amarrotada já que possui uma memória de forma. A astúcia? A inserção de fios metálicos entre o largo espectro de fios que desenham grafismos florais ou geométricos, em rosa salpicado ou preto argentado, que permite dar forma à matéria e acrescer o volume até ao infinito.
Olvidando as ordens de ligação que regem cada renda, os debuxadores da Solstiss imaginaram igualmente um único desenho que ocupa, quer em largura quer em comprimento, a globalidade do tecido sem jamais se repetir. Uma renda que será certamente admirada como um quadro ou uma tapeçaria aracniana de 145 centímetros, e que para uns dá uma imagem grunge enquanto que para outros lembra as franjas típicas dos anos 20. Grunge, tridimensional ou obra de arte, esta inovadora renda prima claramente pela originalidade.; De qualquer modo, a colecção de rendas da Solstiss para o Verão 2005 anuncia-se, bem de acordo com a estação, muito estival e sob o signo do optimismo. Aciduladas, pasteis… estas rendas vão proporcionar momentos de frescura graças à sua intensidade e surpreendentes misturas. Fundada em 1974, a empresa resultou da vontade de perpetuar uma tradição e um nível de excelência de quatro fabricantes de rendas: a maison Ledieu Beauvillain especialista nas rendas de 12 pontos, sinónimas de elegância e perfeição, os estabelecimentos Victor Machu fortes em criatividade com as suas vastas gamas de cores, a sociedade Robert Belot versada nas rendas Chantilly e a maison Edouard Beauvillain reputada pela diversidade e riqueza dos seus desenhos. Vocacionada, num primeiro tempo, apenas para desenvolver a exportação, as sinergias estabelecidas entre os quatro fabricantes com know how específicos tiveram todavia forte impacto nas suas colecções que, pouco a pouco, foram cruzando as técnicas de todos, originando amostras inéditas e plenas de criatividade. Hoje os teares Leavers, dos quais apenas existem cerca de mil a laborar no mundo, permanecem nas suas posições e continuam a produzir as delicadas rendas num alarido ensurdecedor, e embora as novas tecnologias informáticas tenham permitido ganhar tempo na criação, na reprodução de novos desenhos e na perfuração dos cartões para a tecelagem, a preparação dos fios, a própria tecelagem, o tingimento e os acabamentos feitos à mão requerem todavia a mesma atenção e número de pessoas. Tecelões de sonhos, os 230 empregados das diferentes fábricas fazem quotidianamente o seu melhor para honrar a notoriedade da Solstiss, mundialmente conhecida e reconhecida como uma garantia de qualidade. Que o digam os célebresdesigners Emanuel Ungaro, Jean-Paul Gaultier, Sonia Rykiel, Karl Lagerfeld ou ainda John Galliano.










