Slow Vanity assume vaidade consciente

A marca de vestuário foi criada para atenuar os problemas ambientais resultantes do consumo da moda e utiliza, em todas as coleções, apenas excedentes têxteis de fábricas nacionais. A Slow Vanity, que promove a economia circular, acaba de abrir o primeiro espaço físico, em Sines.

[©Slow Vanity]

A Slow Vanity surgiu em março de 2021 numa candidatura ao programa Acredita Portugal. «Era uma ideia muito presa e por explorar, e decidi testar em ambiente de concurso de empreendedorismo por forma a ter uma validação mais concreta da ideia de negócio», conta Ana Catarina Rocha, formada em design de moda e com 11 anos de experiência em styling e figurismo, que acabou por materializar o projeto no final do programa no passado mês de novembro.

A marca, criada para atenuar os problemas ambientais associados ao consumo da moda, utiliza excedentes têxteis de fábricas nacionais em todas as suas coleções. «Usamos deadstock, desde os tecidos aos aviamentos, poupando assim o nosso planeta da produção de mais materiais e da incineração dos mesmos. Assim, temos um impacto de 0% na produção de matérias-primas e o nosso gasto de energia apenas existe na confeção das peças», revela ao Portugal Têxtil.

Produzidas à mão por três costureiras em diferentes ateliers no litoral alentejano, «privilegiando assim uma economia circular e sustentável», cada peça tem estampado um QR code «onde as nossas clientes podem aceder a informação visual para auxiliar na limpeza e boa manutenção, promovendo maior durabilidade da sua nova peça», explica a fundadora da Slow Vanity. O stock é limitado e «as nossas peças são lançadas de acordo com a nossa política de consumo, slow», afirma.

[©Slow Vanity]
O público-alvo da Slow Vanity são mulheres que procuram moda sustentável, que têm consciência ambiental, mas que não encontram soluções alternativas dentro dos seus gostos pessoais. «Uma vez que usamos deadstock, conseguimos, através de uma grande triagem na escolha de tecidos, entregar às nossas clientes uma moda de tendência e atualizada. Desenhamos peças-chave para o dia a dia de uma mulher consciente e empoderada», destaca a empresária. A marca é vendida na loja online da marca e «na nossa loja-atelier recém-inaugurada, que se encontra incubada no SinesTecnopolo», adianta.

O projeto, até ao momento, está a superar todas as expectativas, segundo Ana Catarina Rocha. «A adesão foi imediata, temos vendas desde o primeiro dia e já esgotámos dois dos tecidos, o que faz com que dois modelos sejam já impossíveis de replicar. O feedback das clientes tem sido muito bom e faz-nos acreditar que a mensagem da marca está a passar corretamente», acrescenta.

A preparar a terceira coleção, que prevê apresentar em Lisboa «para que mais pessoas tenham a oportunidade de ver as peças ao vivo e descobrir a marca», os projetos da Slow Vanity «passam por tentarmos entregar às nossas clientes uma coleção mais verão e mais praia, mantendo a nossa premissa de vaidade consciente», resume a fundadora da marca.