Shein ganha quota no Reino Unido

A retalhista, que em 2022 ocupava o 14.º lugar no ranking dos principais vendedores de vestuário no mercado britânico, deverá chegar ao sexto lugar em 2027, de acordo com as estimativas da GlobalData.

[©Shein]

Os dados da empresa de estudos de mercado para o mercado de retalho de vestuário do Reino Unido apontam para que as cinco primeiras posições – ocupadas pela Next, Primark, M&S, JD Sports e Sports Direct, respetivamente – se mantenham inalteradas nos próximos três anos, mas a Shein vai ganhar quota de mercado aos rivais.

A retalhista de origem chinesa deverá continuar a trajetória de crescimento registada nos últimos anos, que a levou até à 14.ª posição em 2022 e até à 11.ª em 2023, ultrapassando a Amazon, de acordo com as previsões da GlobalData.

O percurso não deverá parar, com a empresa de estudos de mercado a prever que este ano a Shein suba mais duas posições, deixando para trás a Asos (10.ª posição), Amazon (11.ª) e Tesco (12.ª). Em 2025, a Shein deverá deixar para trás a Zara e subir ao 8.º lugar, lugar que deverá manter até 2027, ano em que ultrapassará a Asda e a T.K. Maxx.

«A Shein deverá ser, incontestavelmente, a maior vencedora no mercado de vestuário do Reino Unido até 2027, com a sua quota de mercado a passar de 2,2% em 2023 para 2,8% em 2027, fazendo com que se torne a sexta maior retalhista de vestuário, em comparação com o 11.º lugar em 2023», indica Louise Deglise-Favre, analista de vestuário na GlobalData.

«A combinação vencedora de preços altamente competitivos e marketing omnipresente nas redes sociais vai permitir à Shein superar a concorrente Asos, que ocupou o 8.º lugar em 2023 e deverá cair para 10.º lugar em 2027», acrescenta.

A analista sublinha que «outros players online de fast fashion vai sofrer com a ascensão meteórica da Shein, com a Asos, boohoo.com e a PrettyLittleThing a deverem perder quota de mercado até 2027». Como tal, refere, «estes retalhistas devem focar-se em agilidade e preço para se assegurarem que a sua oferta de produto consegue concorrer com a Shein pela atenção dos consumidores jovens e devem aproveitar de forma eficaz o poder das redes sociais e das colaborações para voltarem a ser uma referência».

Quanto ao topo da lista, Louise Deglise-Favre explica que «a Next e a M&S vão continuar a beneficiar da perceção de que oferecem valor por dinheiro, vastas ofertas de produtos, incluindo marcas terceiras, e fortes capacidades no online. Uma vez que a economia continua desafiante a curto prazo, as gamas e lojas entusiasmantes da Primark vão permitir-lhe conquistar consumidores que procuram gamas abaixo, mas as retalhistas de produtos alimentares Asda, Resco e Sainsbury não verão a mesma subida devido a propostas menos inspiradas». Já a JD Sports e a Sports Direct «vão manter o quatro e quinto lugar, respetivamente, graças à continuação da performance superior do sportswear», conclui.