SGL Carbon reduz emissões em Portugal

A unidade industrial da SGL Carbon em Lavradio – ex-Fisipe – implementou um novo sistema de biomassa neutro em dióxido de carbono para gerar a energia necessária à produção de precursores de fibra de carbono.

[©SGL Carbon]

O sistema a biomassa substitui o gás natural e na sua plena capacidade deverá evitar emissões de mais de 90 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. O sistema é alimentado por pellets de madeira que são aprovisionados num raio de 250 quilómetros, destaca o SGL em comunicado. «Isto significa que a SGL Carbon também atribui grande importância a rotas de transporte curtas e, consequentemente, à proteção do ambiente quando se aprovisiona de biomassa», acrescenta.

O projeto de alteração na unidade portuguesa complementa as iniciativas que a empresa está a fazer noutras unidades. Na fábrica de Moses Lake, que foi criada especificamente para operar a energia hídrica, há uma poupança de cerca de 75 mil toneladas de CO2 por utilizar energia produzida em barragens em vez de eletricidade conseguida através de combustíveis fósseis.

Em conjunto, o fornecimento de energia nas duas unidades produtivas vai permitir, em 2025, uma redução de 50% nas emissões de dióxido de carbono na produção das fibras de carbono da SGL em comparação com a produção convencional, de acordo com os dados estatísticas de avaliação do ciclo de vida GaBi.

[©SGL Carbon]
«Com o investimento no sistema de biomassa, a SGL Carbon está consistentemente a perseguir a sua estratégia climática. O objetivo é reduzir em 50% as emissões de CO2 (âmbito 1 e 2) até ao final de 2025 em comparação com o ano de base de 2019 e ser climaticamente neutra no âmbito 1 e 2 até ao final de 2038», avança a empresa, que afirma que «entre 2019 e 2022, a SGL Carbon já reduziu as emissões de CO2 em 17%».

Nos primeiros nove meses de 2023, o grupo – que conta com 29 unidades produtivas na Europa, América do Norte e Ásia, onde emprega cerca de 4.700 pessoas – registou um volume de negócios de 821,7 milhões de euros, o que representa uma descida de 3,8% face a igual período de 2022. Os resultados foram afetados por uma performance mais negativa da unidade de negócios de fibras de carbono – onde se inclui a fábrica em Portugal –, que tem sido afetada por uma redução da procura da indústria eólica. As vendas desceram 33,2%, para 179,6 milhões de euros. Para o total do ano, o grupo SGL Carbon antecipa vendas semelhantes a 2022 e um Ebidta (lucros antes de juros, desvalorização, impostos e amortizações) entre 160 milhões de euros e 180 milhões de euros.