Serrim tem nova utilização nos têxteis

A Origin Materials anunciou ter sido bem-sucedida a produzir químicos intermediários a partir de resíduos de madeira, como aparas e serradura, à escala comercial, em substituição do amido de milho.

[©Origin Materials]

A empresa está a usar resíduos de madeira para a produção de intermediários, à escala comercial, na sua unidade Origin 1, no Canadá. Os intermediários produzidos têm aplicações na produção de têxteis e vestuário, plásticos, pneus e componentes automóveis, assim como em combustíveis e polímeros de elevada performance.

A conversão do primeiro lote de resíduos de madeira resultou em vários marcos para a expansão da tecnologia de conversão de biomassa, salienta a empresa. O moinho de madeira para a produção à escala comercial e o sistema de manipulação de madeira funcionaram de acordo com as especificações, transportando mecanicamente resíduos de madeira do centro de alimentação para o sistema de reação. O sistema de reatores, indica, teve um bom desempenho, produzindo os intermediários CMF (5- (clorometil)furfural), HTC (carbonização hidrotérmica) e óleos. O efluente do reator foi transferido para as operações a jusante. Os resultados e informação gerada durante a execução serão usados para implementar melhorias no processo e futuras campanhas de produção, refere a Origin Materials, acrescentando que os dados recolhidos vão igualmente fornecer provas para demonstrar a relação entre os tipos input e a morfologia do produto HTC.

«Isto marca uma evolução em relação à produção à base de amido de milho que empregamos desde o início das operações da unidade em outubro do ano passado», sublinha John Bissell, cofundador e co-CEO da Origin Materials. «Estamos a usar resíduos de madeira de origem local, controlados pelo Forest Stewardship Council (FSC), produzidos numa serração, como subproduto da produção de madeira e pisos em madeira. A partir das aparas de madeira e serrim dessa fábrica produzimos os nossos intermediários sustentáveis, que podem ser utilizados para fabricar uma grande variedade de produtos que normalmente seriam feitos a partir do petróleo», realça.

Segundo John Bissell, «os nossos clientes estão envolvidos e entusiasmados com a capacidade da nossa tecnologia de criar uma variedade de produtos sustentáveis ​​e, em muitos casos, com vantagens de desempenho, usando uma variedade de matérias-primas. Comprovamos a versatilidade da nossa tecnologia para aceitar diversas matérias-primas à escala laboratorial. Agora provamos o mesmo na nossa unidade à escala comercial, em relação a biomassa de madeira. Esperamos continuar a progredir na expansão da nossa tecnologia de conversão de biomassa para apoiar a nossa missão de permitir a transição mundial para matérias-primas sustentáveis».