Sancar cresce a passos firmes

Mais de duas décadas depois da sua fundação, a Têxtil Sancar abriu as portas de uma nova unidade produtiva, num investimento que rondou 1,5 milhões de euros, e está a reforçar a sua estratégia de internacionalização, num processo que começou com a estreia na última edição da Ispo Munich.

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Criada em 1995, a Têxtil Sancar deu os primeiros passos na produção de meias de desporto para o mercado interno. «Com o passar do tempo e o crescimento em máquinas e estrutura, começámos a virar-nos para o mercado externo», revelou o fundador Manuel Anjo na edição de março do Jornal Têxtil (ver Vestuário dá corda às exportações).

Os mercados externos não são desconhecidos para a empresa, que hoje exporta praticamente toda a produção. «Antes também trabalhava para exportação, mas indiretamente. Desde há mais de três anos começámos a trabalhar diretamente», explicou o sócio-gerente da Sancar, que tem um projeto próprio de internacionalização e em 2017 se estreou em certames internacionais com a presença na Ispo Munich (ver Um mundo de inovações), «com o objetivo de darmo-nos a conhecer», destacou.

A aposta na exportação direta levou igualmente a um alargamento da oferta. «Quando estamos a trabalhar para outros, não podemos dar aso à nossa criatividade, fazemos aquilo que querem e isso não vai muito de encontro à minha visão de mercado», admitiu Manuel Anjo. O passo seguinte foi, obrigatoriamente, o alargamento do portefólio, que inclui atualmente meias de compressão, meias técnicas de desporto, adaptadas a diferentes atividades (running, cycling, etc.), e meias para o mercado de casualwear, com um maior foco na moda.

Suécia, Holanda, Dinamarca e Alemanha são os principais mercados da empresa, que emprega 48 pessoas e conta com um parque de 100 máquinas.

O crescimento que a Têxtil Sancar sentiu justificou mesmo a criação de uma unidade de raiz, «um investimento muito grande a nível de estrutura, com capitais próprios, tanto a nível da fábrica como da maquinaria, que rondou 1,5 milhões de euros», adiantou Manuel Anjo.

Afastando, para já, a possibilidade de avançar com uma marca própria, há, contudo, uma vontade de equilibrar os seus compradores. «O cliente grossista tem um peso maior [90%], mas a intenção nos próximos tempos é aumentar a percentagem de mercado para o retalho», confessou o sócio-gerente.

Com um volume de negócios à volta dos 3 milhões de euros e um trajeto ascendente das vendas nos últimos anos, a meta para 2017 «é crescer na ordem dos 20%», apoiado nos mercados nórdicos e no sector retalhista.