Salsa chega aos 200 milhões de euros de vendas

A marca portuguesa, que fechou 2025 com mais de 180 lojas e presença em cerca de 50 mercados, reforçou ainda os principais indicadores ambientais, sociais e de circularidade, de acordo com o Relatório de Impacto do Grupo IVN.

[©Salsa Jeans]

A marca portuguesa de denim viu as lojas próprias representarem 35% das vendas, seguindo-se o wholesale, com 33%. O digital pesou 16% no negócio, enquanto o franchising e os grandes armazéns representaram 8% cada.

Já em termos de mix de produto, o denim representou 49% das vendas da marca, enquanto as restantes categorias pesam 51%, refletindo a diversificação da oferta. Por segmento, o produto dirigido ao público feminino continua a dominar o negócio, concentrando 74% das vendas, enquanto o homem representa 26%.

«Em 2025, continuámos a consolidar o nosso posicionamento, num contexto exigente,

mas também cheio de oportunidades para marcas capazes de conjugar diferenciação,

inovação, agilidade e sentido de responsabilidade. Esse percurso refletiu-se na evolução do negócio, no reforço da nossa proposta de valor e na capacidade de

continuar a afirmar a marca em diversos mercados, sempre com foco na qualidade,

na autenticidade e na relevância do que entregamos», salienta Hugo Martins, CEO da Salsa Jeans, na introdução do Relatório de Impacto do Grupo IVN publicado hoje.

Mas, acrescenta, «o último ano demonstra que sustentabilidade e negócio estão hoje de mãos dadas. São dimensões que se reforçam mutuamente e que hoje fazem parte da forma como pensamos o produto, gerimos a operação e construímos a relação com os nossos clientes».

No plano ambiental, a Salsa reduziu em 8% o consumo total de eletricidade nos edifícios do Grupo IVN, incluindo escritórios centrais, armazém logístico, unidade industrial e lojas próprias. A eletricidade consumida com origem em fontes renováveis aumentou para 68%, mais 16 pontos percentuais do que em 2024, enquanto a produção própria de energia representou 32% do consumo nos escritórios centrais e 21% na unidade industrial, através de painéis fotovoltaicos.

As emissões de gases com efeito de estufa também desceram. As emissões de âmbito 1 recuaram 8%, as de âmbito 2 diminuíram 43% e as de âmbito 3, que representam 97% da pegada total do grupo, baixaram 13%. Com este desempenho, a empresa indica ter atingido antecipadamente a meta definida para 2032 no âmbito 2.

Na água, a unidade industrial reutilizou 7% da água residual, menos cinco pontos percentuais do que em 2024, devido a uma avaria numa bomba, mas manteve a aposta em tecnologias de menor consumo, como ozono, laser e nebulização, no âmbito do programa Betterwash. O relatório revela ainda que 29% dos fornecedores diretos já reutilizam água residual nas suas unidades industriais.

A gestão de resíduos registou igualmente uma evolução positiva. Entre 2024 e 2025, a produção total de resíduos diminuiu 9%, com reduções de 7% nos escritórios centrais e armazém logístico e de 11% na unidade industrial. No total, 60% dos resíduos produzidos foram reciclados, mais dois pontos percentuais do que no ano anterior. Nas embalagens, a Salsa incorporou 23% de material reciclado e assegurou que 99,7% são recicláveis.

Em 2025, 74% das matérias-primas utilizadas nos produtos Salsa Jeans eram fibras renováveis e 51% dos produtos foram desenvolvidos em monomateriais, facilitando a reciclagem no final de vida, salienta. O programa Infinity, lançado em 2022 para reparação e recolha de peças usadas, acumulou 8.276 reparações e 1.967 recolhas.

O ano ficou ainda marcado pelo lançamento da coleção Biodenim, uma edição limitada 100% biodegradável, composta por três modelos de jeans e um casaco unissexo. O projeto, resultado de quatro anos de investigação e desenvolvimento, foi testado por uma entidade independente, a Bureau Veritas, em conformidade com a norma internacional EN 13432.

Em termos de rastreabilidade da cadeia de aprovisionamento, a marca garantiu 100% de rastreabilidade nos níveis tier 1 e tier 2. O relatório indica ainda que 63% dos fornecedores já foram avaliados com critérios ESG e 40% têm certificações ambientais. Em paralelo, a Salsa iniciou um projeto-piloto de Passaporte Digital do Produto numa referência da coleção outono-inverno 2025, antecipando requisitos futuros de transparência.

«Apesar dos progressos que conseguimos alcançar, mantemos a ambição de melhorar continuamente. Temos consciência de que ainda há muito a fazer e que, por isso, devemos continuar a desafiar-nos diariamente para inovar e construir impacto duradouro. É esse o compromisso que continuaremos a assumir», conclui Hugo Martins.