Saldos registam queda entre 30 e 40%

De acordo com o JN, os saldos de Verão, que terminaram oficialmente a 30 de Setembro, não salvaram as vendas dos comerciantes, que se queixam de quebras entre os 30 e os 40%. De acordo com Carla Salsinha, presidente da Associação Comercial da Moda, em declarações à agência Lusa, «Houve uma quebra na procura de saldos entre os 30 e os 40%, o que faz de 2003 um dos piores anos para o sector». Carla Salsinha aponta a crise económica que o país atravessa, como sendo a principal justificação para o «alheamento dos consumidores em relação aos saldos». Carla Salsinha estima que o sector do vestuário chegue ao fim do ano com uma quebra entre os 40 e 45% e nem mesmo na época de Natal prevê alguma recuperação. «As perspectivas económicas não são boas e, portanto, isso leva-nos a pensar que o Natal e o fim-de-ano não vão ser animados», considerou a presidente da Associação Comercial da Moda. Por outro lado, em resultado de um inquérito realizado pela União das Associações do Comércio e Serviços (UACS), 46% dos inquiridos prevê uma diminuição das vendas nessa época. Relativamente a 2004, as previsões dos comerciantes da Grande Lisboa são menos pessimistas, na medida em que 34% esperam manter o nível de vendas, 20% conta aumentar e 22% diminuir. Apesar disso, 72% dos inquiridos mantêm a intenção de não realizar investimentos em 2004. A maioria, 71%, não espera realizar despedimentos no próximo ano, uma hipótese apenas encarada por 27% dos comerciantes.