Safil em tribunal

Ainda em tribunal está o caso das cerca de 40 trabalhadoras da Fiação Boavista – Safil, de Vermoim, noticia o jornal Opinião Pública. Francisco Vieira do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, que tem acompanhado o caso, afirmou ter a informação de que os equipamentos da Safil estão a ser utilizados, mas avisa também de que o arresto de bens pedido pelos trabalhadores da empresa, «não diz que os equipamentos não têm que funcionar». No entanto, «o problema é que isto está a ser dilatado no tempo. A empresa está a servir-se deles e a tirar rendimentos económicos e financeiros sem qualquer contrapartida para os trabalhadores». O problema da Safil arrasta-se desde o Verão do ano passado, altura em que a empresa alegou dificuldades e «prejuízos», e propôs à maioria dos funcionários a rescisão dos contratos em troca de 500 contos. Assim, alguns dos operários aceitaram a proposta, mas a maior parte recusou, acabando depois por serem despedidos sem qualquer indemnização. Entretanto, foram feitas várias tentativas entre as partes, mas os funcionários consideraram inaceitável a posição da empresa que recusava dar mais do que 40% dos direitos legais. Não chegando a consenso, o caso acabou por ir a tribunal. Entretanto, o Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho (IDICT), reconheceu a ilegalidade dos despedimentos e anunciou o levantamento de autos à Fiação. No que diz respeito à nova empresa, o sindicalista afirmou que «se não tinham viabilidade industrial, económica e financeira para a Safil naquele quadro, também não haveria agora! Mas o que é certo é que existe lá uma empresa e os equipamentos estão a ser utilizados».