Rumo ao mercado nacional

Vender lá fora antes de vender cá dentro começa a ser moda para muitas empresas portuguesas, entre as quais se destaca a Fábrica de Meias Nuri, uma das principais empresas produtoras de meias desportivas nacionais. Criada há sete anos, graças aos esforços desenvolvidoa pela dupla José Sérgio Nunes Leite e Dulce Rosa Ribeiro – actuais sócios-gerentes – a Fábrica de Meias Nuri começou por ser uma estrutura composta por 5 teares circulares de produção de meias desportivas e equipamentos de acabamentos, numa pequena área coberta de cerca de 50 metros quadrados. A empresa evoluiu consideravelmente, aumentando a sua capacidade produtiva em cerca de 40%, assim como as suas instalações, que ocupam actualmente uma área de aproximadamente 5.000 metros quadrados. «Crescemos consideravelmente desde a nossa fundação e defendemos uma filosofia muito própria, que pretendemos manter e que consiste no constante investimento em tecnologia de ponta e na melhoria das instalações. De igual forma, apostamos forte em três valores essenciais, que nunca devem ser descurados e que são a base do nosso sucesso: a qualidade, a pontualidade e o preço», afirmou Paulo Martins, director comercial e de produção da Fábrica de Meias Nuri.Em permanente prospecção de mercado e participando em feiras internacionais de forma a apostar continuamente em novos mercados, a empresa encontra-se actualmente presente em 5 países e regiões. «Apostamos exclusivamente nos mercados internacionais e os nossos mercados-alvo são a Alemanha, Inglaterra, países Nórdicos, Holanda e Rússia. A curto prazo, estamos igualmente a equacionar o início de uma prospecção de mercado na América Latina e nos Estados Unidos da América», explicou Paulo Martins. Com 64 colaboradores, a Fábrica de Meias Nuri registou um volume de negócios de cerca de 5 milhões de Euros em 2006. Mas, de acordo com as previsões de Paulo Martins, «estimamos um aumento de 10% nas vendas para o corrente exercício». Esse crescimento estará a par dos futuros objectivos da empresa, que passam maioritariamente por desenvolver a marca própria para comercialização no mercado nacional através de lojas próprias ou multimarca. «Apesar de estarmos vocacionados para a exportação, não queremos descurar o mercado nacional. Paralelamente, temos em vista alcançar o lugar de líder de mercado no sector da meias, proporcionar a todos os colaboradores da empresa condições de trabalho e formação profissional, assim como criar um bom ambiente entre os colaboradores dos vários departamentos e entre os colaboradores e a administração de forma a reforçarmos o nosso sucesso», concluiu Paulo Martins.