Rótulo de confiança

A preocupação com a segurança do consumidor tem assumido um papel cada vez mais importante para a sociedade e para os próprios produtores de bens de consumo. Alguns casos vindos a público alarmam os consumidores, que procuram assegurar-se que estão a comprar um produto seguro e que, à mínima desconfiança quanto ao produtor, optam por uma outra marca de mais confiança». De facto, vender ou produzir bens de consumo que não só não de adequam ao seu fim como se revelam perigosos, é um caminho certo para arruinar a reputação de uma marca e diminuir as suas vendas. Recentemente, a Mattel e a Toys ‘R’ Us, por exemplo, foram forçadas a recolher milhares de brinquedos e babetes de bebé produzidos na China, após ter-se descoberto que continham tinta de chumbo e outros elementos potencialmente perigosos. Um problema que não afecta geralmente a indústria têxtil e de vestuÁrio, que por norma não usa tintas de chumbo, mas que pode surgir com outras substâncias perigosas ou simplesmente indesejÁveis. Para responder a esta necessidade do mercado, a Oeko-Tex tem o programa de certificação denominado Öko-Tex Standard 100. O programa é actualmente usado por mais de 7.500 empresas de 80 países, com cerca de 900 produtores têxteis e de vestuÁrio só na China a procurarem esta certificação. Cada uma das empresas pode, depois de completo o programa, usar a etiqueta de certificação Confiança nos Têxteis – Testado a Substâncias Nocivas» nos seus produtos. Os testes e a certificação são levados a cabo por 14 institutos de testes independentes – entre os quais o Citeve, para Portugal, Brasil e Tunísia – da Associação Internacional Oeko-Tex, usando uma lista obrigatória de critérios. Os critérios incluem substâncias banidas e reguladas, para além de outras substâncias químicas que se sabe prejudicarem a saúde. Esta última lista inclui corantes alergénicos e indicações que permitam aos consumidores prevenir riscos para a sua saúde – assegurando, por exemplo, que o vestuÁrio tem um pH adequado ao contacto com a pele. Estes critérios são depois avaliados pelo instituto todos os anos e modificados de acordo com as tendências do mercado e as novas descobertas científicas. Contudo, a Oeko-Tex considera que uma única lista de critérios é impraticÁvel e injustamente restritiva, e por isso dividiu-a em vÁrias recomendações com níveis de teste diferentes. Quanto mais um tecido estÁ em contacto com a pele, mais restritivo se torna o regulamento. Assim, a roupa de bebé e os brinquedos têxteis têm o maior nível de escrutínio, seguido da roupa interior, toalhas e outros artigos que permanecem junto ao corpo. No entanto, todos os níveis de medição estão definidos para serem mais rigorosos do que o legalmente exigido, assegurando que o consumidor final estÁ completamente protegido. Os processos de certificação são uma das vias que as empresas produtoras têm seguido para assegurar a qualidade dos seus produtos e a fidelização dos consumidores. Em Portugal, a Adalberto Estampados ou a Cavema Têxtil são duas das empresas que ostentam jÁ esta certificação nos seus produtos.