Riopele tem mais uma certificação

A empresa liderada por José Alexandre Oliveira, que até 2025 tem a ambição de oferecer 80% dos produtos com base sustentável, foi reconhecida como produtora de tecidos de linho sustentável pela Confederação Europeia do Linho e do Cânhamo, juntando assim mais uma certificação ao seu portefólio.

José Alexandre Oliveira

A Riopele foi reconhecida como uma produtora de tecidos em linho sustentável pela European Flax da Confederação Europeia de Linho e Cânhamo (CELC), uma organização sem fins lucrativos que certifica as origens e supervisiona todas as etapas de produção e transformação do linho europeu.

O linho sustentável europeu é uma fibra natural cultivada sem sementes geneticamente modificadas e sem irrigação artificial, refere a Riopele no seu website, onde destaca que ainda que «o seu cultivo reduz a utilização de fertilizantes e evita a utilização de herbicidas, contribuindo para a conservação do meio ambiente».

A certificação aplica-se a artigos que tenham pelo menos 50% de linho na sua composição, sendo a rastreabilidade verificada por meio de auditorias anuais, conduzidas pelo Bureau Veritas Certification.

Esta certificação vem juntar-se a um conjunto de outras já detidas pela empresa, que atualmente exporta mais de 95% da sua produção para todo o mundo, contando mais de 750 clientes ativos, em mais de 30 mercados. A Riopele é certificada também pela norma Organic Content Standard, aplicável a produtos têxteis que contêm fibras naturais de produção orgânica, pela norma Global Recycled Standard, para produtos têxteis com matérias-primas recicladas, e é ainda membro da Better Cotton Initiative, um programa dedicado à sustentabilidade do algodão.

Via verde

Segundo a empresa, que no final de 2021 empregava 1.083 pessoas, «na última década, a Riopele fez um progresso ambiental significativo desde a redução em 13% das emissões de CO2 ou de 16% do consumo energético até à reciclagem da água -55%. Até 2027, a empresa pretende ainda que toda a energia elétrica utilizada no processo produtivo seja proveniente de fontes renováveis».

A sustentabilidade, de resto, tem sido um dos pilares da empresa e vai continuar a ser, como revelou no ano passado, em entrevista ao Jornal Têxtil, o presidente do conselho de administração, José Alexandre Oliveira. «Começámos muito cedo com a sustentabilidade – ganhámos o prémio da Cotec com o Tenowa [que usa resíduos têxteis reciclados na produção], estivemos com a Zara no arranque do projeto Join Life. Devemos ter sido a empresa que mais vendeu sustentabilidade, porque não é só fazer – nós fizemos milhares de metros de vendas de artigos sustentáveis. Fizemos e continuamos a fazer», sublinhou.

A Riopele é, garante a própria empresa, «a principal referência europeia na criação e na produção de tecidos para coleções de moda e de vestuário» e tem como meta em termos de sustentabilidade ter 80% dos seus produtos com uma base sustentável até 2025, tendo feito investimentos na ordem dos 35 milhões de euros nos últimos anos nesse sentido. «Na Riopele, costumamos dizer: a sustentabilidade não é uma tendência, mas a nossa forma de estar desde o primeiro dia», afirma a empresa numa notícia publicada no seu website.

Mais recentemente, a empresa criou uma nova marca, a Riopele Textile E-Motion, para a nova área de negócio, dedicada à indústria automóvel e aos segmentos profissional e militar.