Riopele investe na neutralidade carbónica

Além da central de biomassa, que deverá começar a funcionar neste início de ano, a Riopele tem outros investimentos planeados para se tornar neutra em carbono, em termos operacionais, até 2027, data em que a empresa presidida por José Alexandre Oliveira celebra o 100.º aniversário.

A central de biomassa – que recebeu a visita do Primeiro-Ministro, António Costa, do Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, e do Secretário de Estado da Economia, Pedro Cilínio, no passado dia 13 de janeiro, o mesmo dia em que foi apresentado publicamente o Projeto Lusitano, que a Riopele integra – é resultado de um investimento que rondou os 6 milhões de euros, entre equipamentos e edificado, e deverá começar a funcionar em pleno no final de janeiro. O equipamento tem uma capacidade de produção de vapor de 16 toneladas/hora, que será neutra em carbono, uma vez que usa combustível de biomassa florestal residual.

José Alexandre Oliveira

«Trata-se de um investimento importante», afirma José Alexandre Oliveira, adiantando que «esta central irá produzir a maior parte do vapor consumido na empresa (cerca de 90%)» e «permitirá reduzir o consumo de gás natural em aproximadamente 65%».

Os planos de investimento prosseguem até 2026, até porque a Riopele assumiu o compromisso de se tornar operacionalmente neutra em carbono até 2027. «Temos um projeto de investimento para a Riopele na ordem dos 14 milhões de euros para os próximos três anos», revela o presidente da empresa têxtil sediada em Pousada de Saramagos.

Reciclagem a 100% também é meta

No âmbito do seu Roteiro para a Sustentabilidade, que está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, a Riopele irá fazer investimentos na transição para fontes de energia renováveis e no desenvolvimento de novos produtos e processos para reduzir as emissões.

Entre as metas estão a redução da pegada de carbono das emissões provenientes das suas operações e da energia elétrica que consome, a redução da pegada de carbono da cadeia de valor em 20%, uma frota sem combustíveis fósseis, aumentar a percentagem de recuperação e tratamento das águas do processo para 60% e reduzir a produção de resíduos têxteis em 20%.

Até 2027, a empresa pretende ainda aproveitar, a 100%, os resíduos têxteis através da reciclagem e ter componentes de sustentabilidade em 80% dos produtos comercializados.

«Na Riopele, reconhecemos a necessidade urgente de eliminar a nossa pegada de carbono e trabalhar para um futuro mais sustentável», assume José Alexandre Oliveira. «Entendemos que as empresas têm um papel importante a desempenhar no combate às mudanças climáticas e é por isso que estamos comprometidos em alcançar a nossa neutralidade de carbono o mais rapidamente possível, e sentimos que seria simbólico atingi-lo no ano do nosso centenário», conclui o presidente da Riopele.