Richemont cresce 20% no primeiro trimestre

O grupo de luxo começou o ano fiscal de 2027 com um crescimento de 20% das vendas, para 6,33 mil milhões de euros, impulsionado pelo desempenho da joalharia e por uma evolução positiva em todas as áreas de negócio.

[©Chloé]

A taxas de câmbio atuais, as receitas do Richemont, que detém marcas de moda como Alaïa, Chloé e Montblanc, aumentaram 17% no trimestre terminado a 30 de junho, face aos 5,41 mil milhões de euros registados no período homólogo, «apoiadas por uma procura globalmente forte por parte dos clientes locais, num contexto macroeconómico e geopolítico que permaneceu volátil», indica um comunicado do grupo.

As quatro marcas de joalharia – a Buccellati, a Cartier, a Van Cleef & Arpels e a Vhernier – lideraram o desempenho, com um crescimento conjunto de 24% a taxas de câmbio constantes, para 4,73 mil milhões de euros.

Na área de Outros negócios, que integra maioritariamente as casas de moda e acessórios do grupo, as vendas subiram 9% a taxas de câmbio constantes e 7% a taxas atuais, para 724 milhões de euros, em comparação com 674 milhões de euros do período homólogo, «com crescimento em todas as regiões, exceto no Médio Oriente e África», refere o Richemont.

O desempenho «foi positivo na maioria das casas, incluindo aumentos de dois dígitos na Peter Millar, Gianvito Rossi e Watchfinder & Co, bem como um crescimento sólido na Montblanc», acrescenta.

Ásia lidera crescimento

Em termos geográficos, a Ásia-Pacífico foi uma das regiões responsáveis pela evolução das marcas de moda e acessórios, com um crescimento de 21%, impulsionado sobretudo pelas casas de joalharia e, em menor grau, pelas marcas de moda e acessórios. O Richemont destacou a procura forte em Hong Kong e Macau, que contribuiu para um crescimento de dois dígitos na Grande China (sem Taiwan, contabilizado à parte). Os restantes principais mercados asiáticos apresentaram igualmente uma expansão robusta, com destaque para a Coreia do Sul.

As Américas apresentaram a maior contribuição absoluta, com um incremento de 27% a taxas de câmbio constantes, atingindo 1,67 mil milhões de euros. O desempenho foi transversal aos mercados, canais e áreas de negócio, com destaque para a joalharia e a relojoaria especializada.

Na Europa, as receitas subiram 11%, para 1,43 mil milhões de euros. A evolução foi sustentada pela procura local e pelas compras de turistas, nomeadamente provenientes da América do Norte e do Médio Oriente, com França, Reino Unido e Alemanha a destacarem-se.

O Japão registou o crescimento mais acentuado, com uma subida de 36% a taxas constantes, para 632 milhões de euros, beneficiando da procura local e das despesas dos turistas. Todas as áreas de negócio apresentaram aumentos de dois dígitos neste mercado.

No Médio Oriente e África, as vendas cresceram 3%, para 530 milhões de euros. A procura local compensou a quebra significativa das despesas dos turistas, afetadas pelo conflito na região, explica o grupo, sendo que este foi o único mercado em que a área de outros negócios não cresceu.

Ao nível dos canais de distribuição, todos os canais registaram uma evolução positiva: as vendas no retalho próprio aumentaram 24%, para 4,5 mil milhões de euros, passando a representar 71% da faturação do grupo; o comércio eletrónico cresceu 18%, para 373 milhões de euros, impulsionado pelos aumentos registados no Japão, nas Américas e na Ásia-Pacífico; e as vendas por grosso e as receitas de royalties avançaram 9%, para 1,45 mil milhões de euros, com crescimento em todas as áreas de negócio e regiões.