Rica Lewis lança os verdadeiros jeans justos

A Rica Lewis lançou os primeiros jeans equitativos, produzidos a partir de algodão do comércio justo da Max Havelaar. «Trata-se de uma estreia na Europa, e sem dúvida no mundo», afirma Dominique Lanson, directora-geral da Rica Lewis. «Levámos mais de m ano para desenvolver o processo e mais 6 meses para torná-lo operacional». Realizando 60% das suas vendas no segmento masculino, a marca optou por lançar o novo conceito com o seu modelo masculino clássico, o RL 70, contando com uma primeira estação de 200.000 peças vendidas. Lanson estima que, dentro de 3 anos, os jeans equitativos representem 5 a 10% do volume de vendas da Rica Lewis. O modelo é vendido entre 30 e 35 euros, já que a marca não quer sair do seu intervalo de preços habitual. «Desde as primeiras reflexões sobre este projecto que os hipermercados e a venda por catálogo se mostraram entusiastas», sublinha a directora-geral. «Isto é deveras encorajador para o lançamento seguinte de um modelo feminino, já no próximo Inverno». Para obter o rótulo «comércio justo», atribuído pela associação Max Havelaar, a Rica Lewis testou várias fontes de aprovisionamento acabando finalmente por optar pelos Camarões. Em seguida, a matéria-prima foi fiada em Itália e depois confeccionada na fábrica tunisina do grupo, certificada Iso 9001 há 2 anos. «O mercado dos jeans é actualmente muito competitivo. Como líder na grande distribuição alimentar, com uma quota de mercado de 20% em valor, devemos estar vigilantes em relação às nossas capacidades de inovação e de criação», afirma Dominique Lanson. «O nosso objectivo não é levar a cabo nenhum golpe de marketing. Estamos persuadidos é que o comércio equitativo vai tornar-se numa forma incontornável de consumo». Em conformidade com os seus objectivos, a Rica Lewis terminou 2005 com um volume de negócios cifrado em 42 milhões de euros, 7 dos quais em exportação para Itália, Bélgica e Portugal. Três quartos das suas vendas são feitas em hipermercados, 15% em grandes superfícies especializadas e 5% na venda à distância. Na sua filial russa, criada em Março último, a marca facturou já 1 milhão de euros, apoiando-se sobretudo no retalho. Para Agosto está prevista a abertura de uma sucursal em Moscovo. Para este mercado bem específico, a marca revisou o conjunto das suas colecções, propondo artigos mais fantasistas e mais moda que nos seus outros mercados.