A Índia é conhecida como sendo um dos países produtores de têxteis mais antigos do mundo. Conta-se que tudo começou no vale do rio Indo. Diversos escritos antigos fazem menção detalhada dos processos relacionados com a produção têxtil. Entre estes, o Rigyeda fornece detalhes sobre os processos de tecelagem desses tempos. Também a mitologia indiana revela muito sobre os têxteis. A Ramayana e a Mahabharata documentam a existência de tecidos nessa época. As roupas estilizadas dos ricos e dos aristocratas e as roupas simples das pessoas comuns são brevemente mencionadas nos épicos.Para além disso, descobriu-se que os materiais em algodão encontrados nos túmulos egípcios foram feitos em Gujarat. A maior parte da literatura antiga também fala da produção têxtil, reforçando assim a existência desta produção no passado. O vestuário excedentário foi muitas vezes exportado para outros países. Isto está sobejamente documentado pelas reflexões do famoso império Vijayanagar (em 1504 d.C.). A produção têxtil é referida como sendo um importante negócio naquela época. As condições da área contribuíram muito para que a indústria têxtil se tenha instalado na Índia em tempos remotos. O clima adequado, os hábitos sociais e a disponibilidade de matérias-primas são algumas das razões subjacentes ao sucesso da produção têxtil indiana nessa altura.De uma perspectiva comercial, a Índia tinha diversos laços comerciais com países do leste e do ocidente. A popularidade da seda indiana ajudou-a a chegar ao Império Romano em grandes volumes. A investigação revelou a existência de pedaços de vestuário de algodão originários de Gujarat nos túmulos egípcios. Foram encontrados sobretudo nos túmulos em Fostat, no século V antes da era cristã. A dada altura os têxteis de algodão foram também exportados para várias regiões da China. Isto aconteceu primeiramente durante os famosos tempos do comércio de seda. Os tecidos em seda do sul da Índia encontraram também um grande mercado e a preferência da Indonésia. Enquanto isto acontecia, os mercados europeus também não foram menosprezados.A Companhia Britânica das Índias Orientais fez grandes negócios no comércio têxtil beneficiando sobretudo das diferentes variedades de vestuário feito na Índia, uma das quais as musselinas Dacca. Nesta altura as musselinas de Bengala, Orissa e Bihar também ganharam popularidade. A musselina é um tecido leve e brilhante feito de algodão e usualmente com estampados de flores, etc. Este estilo ainda está na moda hoje em dia. Muitos dos designs e padrões actuais são uma continuação dessa escola de arte e design. Os motivos, designs, padrões, etc. e as antigas técnicas de tecelagem ainda são usados pelos teares manuais, embora o processo de tecelagem têxtil tenha mudado significativamente com a chegada dos teares eléctricos.Os têxteis indianos encontraram um lugar no mercado global, principalmente devido à sua elevada qualidade e do preço ser muito razoável em comparação com a concorrência.Pode encontrar-se muita variedade para escolher entre capas para almofadas, colchas, linho, sapatos, papel feito à mão, edredões, etc. E a melhor parte é o preço. Estes artigos estão disponíveis por uma fracção do preço que se pagaria no mundo ocidental. Outros aspectos a ganhar popularidade são as técnicas de estampagem Bandhani e Batik. A estampagem Blok tem maravilhado tanto os compradores ocidentais que são exportados em grande número. O têxtil indiano da actualidade espelha muito o passado cultural da Índia e a revelação histórica desta arte também ajudou a aumentar a popularidade dos têxteis indianos agora e no futuro.










