Retalho das Arábias

Os Emiratos Árabes Unidos, e o Dubai em particular, estão a liderar a “corrida” para se tornarem numa das capitais da moda do mundo e querem atrair 15 milhões de turistas anualmente até 2010. O Dubai é jÁ o maior centro regional de importação e re-exportação de têxteis. As recentes estatísticas da empresa de pesquisa britânica Retail International confirmam o domínio do Dubai, com 30% do espaço total de retalho na região do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Em 2008, o Dubai vai também tornar-se a “casa” de cinco dos sete maiores centros comerciais do mundo. A indústria têxtil e de vestuÁrio mundial não pode ignorar o crescimento astronómico do mercado do Médio Oriente com os Emiratos Árabes Unidos a ter o maior mercado têxtil de moda no CCG», afirma Jim Meltz, director da feira Motexha, organizada pela IIR Middle East. O número de visitantes do Motexha cresceu consistentemente nos últimos anos porque a esmagadora maioria estÁ à procura de produtos com preços competitivos para usar no dia-a-dia. Produtores e fornecedores na Motexha gostam do conceito de mercado de massas para produtos de gama média, com elevado retorno». A Motexha, uma plataforma interactiva para os profissionais da indústria que este ano terÁ lugar no Centro Internacional de Exposições do Dubai de 31 de Março a 2 de Abril de 2008, continua a promover a indústria têxtil da região, avaliada em mais de 12 mil milhões de dólares. O Dubai reforçou, de facto, a sua posição como centro regional de comércio têxtil, de acordo com um relatório do Banco Industrial dos Emiratos. Em 2006, as importações têxteis do Dubai estavam avaliadas em 3,75 mil milhões de dólares – um aumento médio de 11% em relação a 2002. O Dubai assistiu ainda a um crescimento maior em termos de re-exportação, com um aumento de 13,3% no período de 2002 a 2006, para quase 2 mil milhões de dólares. A abertura no ano passado da Cidade Têxtil do Dubai com 6 milhões de etros quadrados dÁ um impulso ainda maior ao comércio têxtil no Dubai», acrescentou Meltz. Os tecidos são sobretudo importados da Coreia do Sul, Japão, China, índia, Indonésia e Tailândia. Estes produtos são depois re-exportados para países como o Irão, Iraque, ArÁbia Saudita, África Oriental e para os estados da antiga União Soviética». A Cidade Têxtil do Dubai, que se estende por uma Área gigantesca a 10 minutos do Aeroporto Internacional do Dubai, deve, assim, tornar-se o ponto de referência do Médio Oriente para o comércio de e para a Europa, China, índia e até EUA. O estatuto de zona franca vai atrair players mundiais, dando um impulso de 3 mil milhões de dólares ao mercado. Ao instalar aí os seus negócios, os proprietÁrios usufruem de 100% de isenção de impostos de importação e exportação, isenção de impostos das empresas nos primeiros 15 anos, isenção de impostos sobre rendimentos e ainda a possibilidade de usarem serviços de apoio adicionais, como patrocínios e até alojamento. A excelente contribuição das zonas comerciais livres nos Emiratos é uma parte importante da fenomenal taxa de crescimento do Dubai», explica Meltz. Os têxteis são vistos como o segundo maior sector de re-exportação do Dubai e a Motexha continua a apoiar o crescimento da indústria». A própria afluência à feira parece indicar isso mesmo. Mais de 250 expositores de cerca de 25 países deverão participar na Motexha 2008, o que reflecte um aumento de 12% em relação a 2007, com o vestuÁrio feminino e acessórios de moda a manterem a posição dominante no certame. A mostra também apresenta uma Área dedicada a marcas internacionais e franchisings, designada de PURE, com marcas de gama média-alta e novos designers. A abrangência da feira tem também permitido granjear o apoio internacional para o evento. A Motexha tem recebido um vasto apoio da indústria internacional, incluindo do Instituto de Promoção das Exportações da índia e da Federação Têxtil de Taiwan.