Retalho cai na Zona Euro

Apesar da taxa de quebra ter permanecido modesta, esta acelerou ligeiramente, refletindo uma contração mais acentuada na França e um crescimento mais lento na Alemanha. O declínio geral teria sido maior se não fosse a Itália. As vendas italianas caíram, mas o PMI no retalho atingiu um máximo de 33 meses, evidenciando uma acentuada quebra na taxa de contração. O índice Markit Eurozone Retail PMI, que acompanha as alterações mensais no valor das vendas no retalho, caiu para os 47,7 pontos em dezembro, dos 48,0 pontos registados em novembro. Este valor ficou em linha com o registado no mês de outubro, em que foi assinalado um mínimo de cinco meses e indicou um declínio moderado nas vendas. Em pormenor, estes dados de dezembro colocam a Zona Euro nos 47,7 pontos, um mínimo de dois meses, a Alemanha com 50,7 pontos, um mínimo de oito meses, a França num mínimo de sete meses com 46,1 pontos e a Itália num máximo de 33 meses com 45,3 pontos. Os dados do índice PMI de retalho na Zona Euro são baseados em dados nacionais para as três maiores economias da região. Uma leitura de 50,0 pontos indica que não há alteração. As vendas a retalho na Alemanha subiram pelo oitavo mês consecutivo em dezembro, mas à taxa mais frágil ao longo desta sequência. A crise do retalho na França intensificou-se, com as vendas a caírem pelo quarto mês consecutivo e ao ritmo mais rápido desde maio. As vendas a retalho francesas subiram apenas duas vezes nos últimos 21 meses. A Itália continuou a evidenciar a queda mais acentuada nas vendas das três economias, apesar de registar uma queda muito mais lenta em dezembro. O índice PMI italiano para o retalho manteve-se bastante abaixo dos 50,0 pontos, mas subiu para o máximo de 45,3 pontos num período de 33 meses e a diferença para o PMI do retalho alemão foi o mais baixo em quase três anos. A leitura média para o 4.º trimestre (47,8 pontos) foi mais baixa do que no 3 º trimestre (49,5 pontos), mas ainda assim a segunda maior em mais de dois anos. Comentando os dados, Trevor Balchin, economista sénior da Markit e autor do Eurozone Retail PMI, afirmou que «enquanto a taxa de declínio nas vendas continuar a ser mais fraca do que no primeiro semestre, a tendência ao longo do último trimestre sugere que os gastos dos consumidores poderão cair novamente. As vendas de retalho alemãs desaceleraram em dezembro, mas isso poderá revelar-se temporário dada a força demonstrada pelos dados do PMI para a produção e serviços. Enquanto isso, uma queda muito mais lenta na Itália foi contrariada por um declínio mais acentuado em França». O emprego no retalho da Zona Euro caiu também mais em dezembro, refletindo a atual eliminação de postos de trabalho em França e Itália. O declínio geral em toda a área da moeda única europeia foi o mais acentuado desde abril, mas os retalhistas alemães expandiram a sua força de trabalho pelo 43.º mês consecutivo. O valor dos bens adquiridos para revenda por retalhistas da Zona Euro diminuiu ainda mais no mês de dezembro, alargando a sequência de quebra para 29 meses. A taxa de contração abrandou acentuadamente para o valor mais fraco ao longo deste período. Os stocks de mercadorias para revenda aumentaram pela segunda vez em três meses e ao ritmo mais elevado desde maio de 2012.