A Suíça foi o país eleito para a realização da Reunião Europeia Anual da Rede de Conselheiros para a Internacionalização da Economia Portuguesa (RCIEP). Organizada com o apoio da Delegação do Icep em Zurique, esta iniciativa juntou no IBM Research Center, uma dezena de conselheiros portugueses oriundos dos mercados francês, espanhol, luxemburguês e suíço, que durante um dia tiveram oportunidade de visitar um dos mais prestigiados centros de investigação aplicada da multinacional IBM.
Marcaram ainda presença neste evento, a Conselheira da Embaixada de Portugal em Berna e o Delegado do Icep em Zurique. De acordo com o divulgado pelo Icep Portugal, este encontro constituiu uma excelente oportunidade para uma troca de impressões sobre o tema proposto O capital humano como factor crítico para atrair investimento estrangeiro”, tendo sido apontados casos práticos decorrentes da experiência empresarial dos empresários presentes. Constituídos em rede criada em 2000 a partir de um protocolo de colaboração entre o ICEP e a Confederação Mundial dos Empresários das Comunidades Portuguesas (CMECP), os Conselheiros são nomeados pelo Ministro da Economia por períodos de três anos, sendo convidados de entre os empresários ou gestores residentes no estrangeiro e que gozem de notoriedade e reconhecimento no mundo dos negócios e da internacionalização. Actualmente existem 45 Conselheiros em 16 países (Alemanha, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China/Macau, Espanha, E.U.A., França, Holanda, Itália, Luxemburgo, Reino Unido, Suécia, Suíça e Venezuela). Os Conselheiros têm obrigatoriamente de ter nacionalidade portuguesa, idade compreendida entre os 30 e os 70 anos (à data da nomeação), estar em pleno gozo dos seus direitos civis e políticos e exercer a sua actividade profissional há, pelo menos, dez anos. Os Conselheiros têm por objectivo aconselhar os poderes políticos na elaboração de uma política internacional, contribuindo (pela sua acção pessoal, na sua empresa, na sua profissão, na sua região ou no seu país de residência) para a internacionalização da economia portuguesa. Devem transmitir informações sobre os negócios e mercados de que são conhecedores e respectivas oportunidades comerciais e de investimento, nos dois sentidos. Ao mesmo tempo, devem servir de multiplicadores de opinião em matéria de imagem de Portugal como economia moderna. Entre as suas atribuições, intervindo como nós da rede informal internacional de Portugal, os Conselheiros devem ser capazes de aconselhar sobre a estratégia de abordagem de cada mercado definida pelo Governo Português e propor novas formas de actuação. Como especialistas designados de determinados sectores e/ou mercados, devem poder a todo o tempo ser consultados e integrados em iniciativas que se reportem com os mesmos. Estando em condições privilegiadas para detectar/comunicar oportunidades de negócio e oportunidades de investimento, devem elaborar pareceres sobre diversas matérias, mediante solicitação do Ministro da Economia. Os Conselheiros têm ainda a responsabilidade de actuar como divulgadores de eventos em acções de imagem de Portugal, alertar para tendências no mercado que possam significar estrangulamentos à economia portuguesa, desempenhar funções de ligação/lobby junto dos media locais e centros de decisão e funcionar como dinamizadores de Câmaras de Comércio e outras formas de associações dos meios de negócio.









