Recomendações para o novo Governo – a visão da Impetus

Os empresários da indústria têxtil e vestuário elencam os principais desafios que enfrentam atualmente e apontam algumas medidas que deverão ser tidas em conta pelos governantes eleitos. Esta é a perspetiva de Tércio Pinto.

Tércio Pinto

Antes de saberem o resultado das eleições de 10 de março e de como seria constituído o próximo Governo do país, os empresários questionados pelo Jornal Têxtil apontaram algumas das prioridades e eventuais medidas que deveriam ser assumidas nos próximos tempos. O reconhecimento da importância da indústria têxtil e vestuário na economia e estrutura social do país foi uma das referências, a juntar-se à revisão fiscal, tributação sobre o trabalho, apoios à internacionalização e modernização, incluindo na transição digital, defesa dos interesses da indústria em Bruxelas, mas, sobretudo, a estabilidade desejada para que as empresas possam ser competitivas nos mercados internacionais.

Esta é a perspetiva de Tércio Pinto, administrador da Impetus.

«O Governo, seja ele qual for, tem que dar apoio à continuidade das iniciativas em curso que têm toda a lógica de existir e deve, se calhar, ajudar as associações e os institutos que existem nesta área, reforçando a sua dotação para que possam contribuir para o desafio que todos temos da sustentabilidade e da reciclagem. Ainda há muito conhecimento que tem de ser adquirido e desenvolvido e o Governo, através dos diferentes ministérios que têm ação sobre a indústria, deve estar focado nesses temas. Sustentabilidade e reciclagem são dois temas que toda a indústria está a trabalhar hoje de forma regular e diária. O que têm de estar conscientes é que o apoio tem de ser um regular, tem de aparecer quando está previsto e não haver as candidaturas e, depois, as empresas estarem à espera muito tempo para receberem os valores a que se candidataram. Esse é um problema genérico da indústria. Os projetos têm de existir com um fim, mas tem de haver esse cuidado».