Recomendações para o novo Governo – a visão da Hall & Co

Os empresários da indústria têxtil e vestuário elencam os principais desafios que enfrentam atualmente e apontam algumas medidas que deverão ser tidas em conta pelos governantes eleitos. Esta é a perspetiva de Luís Figueiredo.

Luís Figueiredo

Antes de saberem o resultado das eleições de 10 de março e de como seria constituído o próximo Governo do país, os empresários questionados pelo Jornal Têxtil apontaram algumas das prioridades e eventuais medidas que deveriam ser assumidas nos próximos tempos. O reconhecimento da importância da indústria têxtil e vestuário na economia e estrutura social do país foi uma das referências, a juntar-se à revisão fiscal, tributação sobre o trabalho, apoios à internacionalização e modernização, incluindo na transição digital, defesa dos interesses da indústria em Bruxelas, mas, sobretudo, a estabilidade desejada para que as empresas possam ser competitivas nos mercados internacionais.

Esta é a perspetiva de Luís Figueiredo, administrador da Hall & Co.

«Aquilo que gostaríamos de ver feito pelo novo Governo é o mesmo que gostávamos que tivesse sido feito pelo anterior. Temos várias questões, como o tema recorrente da fiscalidade e a tributação sobre o trabalho, nomeadamente sobre o trabalho extraordinário, em que a maior parte das vezes não compensa as pessoas trabalharem porque ganham menos do que se não trabalharem. Queremos também uma gestão mais eficaz dos fundos comunitários, maior agilidade não só nas contratações como nos reembolsos, que têm estado muito lentos – normalmente são coisas que se arrastam durante muito tempo. Temos de consciencializar o Governo de que somos uma indústria vital para a economia do país – tivemos uma queda em 2023, mas em 2022 exportamos mais de 6 mil milhões de euros, o que é um número muito interessante para uma atividade económica».