Com receitas de 769 milhões de dólares (aproximadamente 659 milhões de euros) alcançadas nos três meses terminados a 27 de junho de 2026, a Capri registou uma queda de 3,5% a taxas de câmbio correntes e de 4,1% a taxas de câmbio constantes face ao período homólogo do ano anterior.
O grupo de luxo, que integra atualmente a Michael Kors e Jimmy Choo após a venda da Versace à Prada em dezembro de 2025, registou uma evolução distinta entre as duas marcas que detém.
A Michael Kors gerou receitas de 590 milhões de dólares, que corresponde a uma quebra de 7,1% face aos 635 milhões de dólares do período homólogo. A evolução foi negativa nas Américas, responsáveis por 63% das vendas, e na região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA), que faturou menos 8 milhões de dólares em comparação com o primeiro trimestre no exercício fiscal de 2026. Em sentido contrário, a região da Ásia registou um crescimento, totalizando 76 milhões de dólares.
Quanto à Jimmy Choo, o desempenho foi positivo. A marca alcançou receitas de 179 milhões de dólares, mais 10,5% em termos reportados. Por região, as receitas cresceram nas Américas, para 58 milhões de dólares, na EMEA, para 82 milhões de dólares, e na Ásia, para 39 milhões de dólares.
No conjunto do grupo, a Ásia foi a única região a apresentar um crescimento nas receitas trimestrais, de cinco milhões de dólares, enquanto as Américas e a EMEA recuaram 29 milhões de dólares e quatro milhões de dólares, respetivamente.
«Estamos encorajados pelos resultados do primeiro trimestre, que superaram as nossas expectativas e demonstraram o progresso que estamos a fazer para construir um negócio mais forte e mais rentável. As nossas iniciativas estratégicas, tanto na Michael Kors como na Jimmy Choo, estão a impulsionar um maior envolvimento dos consumidores através de uma narrativa de marca reforçada e de uma inovação de produto atrativa», indica John D. Idol, presidente do conselho de administração e diretor-executivo da Capri.
A Capri terminou o trimestre com 871 lojas próprias, das quais 662 da Michael Kors e 209 da Jimmy Choo, menos 41 unidades do que no período homólogo.
Previsões para o futuro
O grupo reviu em baixa a sua estimativa de receitas para o ano fiscal de 2027, apontando agora para aproximadamente 3,4 mil milhões de dólares. A estimativa incorpora um impacto de cerca de 50 milhões de dólares associado a atrasos de inventário na Michael Kors no segundo trimestre, outros 50 milhões de dólares devido a tendências mais fracas na região EMEA relacionadas com o conflito no Médio Oriente e 35 milhões de dólares decorrentes de efeitos cambiais. Para o segundo trimestre fiscal de 2027, a Capri antecipa uma receita total de aproximadamente 780 milhões de dólares, dos quais cerca de 645 milhões de dólares na Michael Kors e cerca de 135 milhões de dólares na Jimmy Choo.



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