Quotas da UE para 2004 significativamente alteradas

A União Europeia (UE) publicou as quotas que planeou para 2004, depois de considerar o alargamento aos dez novos países a verificar-se no primeiro dia de Maio deste ano. Enquanto os limites às importações da Índia e do Paquistão não foram significativamente alterados, as quotas de importação de Hong Kong e da China foram consideravelmente aumentadas.

Os responsáveis pela área do comércio publicaram as suas propostas que ainda tem de ser aprovadas pelo Conselho de Ministros. As quotas foram aumentadas considerando o nível de importações dos dez novos membros, naquela que poderá ser uma das grandes alterações neste contexto no último ano de quotas de importação. A fórmula de cálculo das mesmas teve em consideração a média das importações de têxteis e de vestuário dos novos membros por parte de países em vias de desenvolvimento dos últimos três anos. Como vão ser considerados dados históricos, os limites não serão tão elevados quanto poderiam ser, dada a elevada probabilidade das importações daqueles países continuarem a aumentar em 2003. Como ainda decorrem as negociações da UE com o Vietname nesta matéria, as suas quotas ainda serão alteradas brevemente, anuncia a União. A fórmula de cálculo escolhida permite diferenciar significativamente os limites das exportações para os novos membros. Assim, países que já exportam substancialmente para a Polónia, Hungria e para a República Checa vão assistir a um grande aumento nas suas quotas. Os limites às importações da China vão subir consideravelmente em muitas categorias de produtos, como na importante categoria 4 (incluindo T-shirts), onde a quota da China vai aumentar quase 50%, reflectindo as grandes quantidades exportadas recentemente para a Europa Central. As quotas na categoria 5 vão aumentar 46%, as da categoria 6 aumentam 41% e as da categoria 8 aumentam 44%. Propõem-se também grandes aumentos nas categorias 3A, com mais 254% para produtos acabados, e na categoria 12, para gravatas, meias, entre outros, com mais 283%. O impacto do alargamento neste contexto será muito menos considerável para a Índia e para o Paquistão (como se poderá verificar no acesso ao documento original da UE disponibilizado paradownload).