Quer ver TV na T-shirt?

Viu o filme, comprou a T-Shirt? Brevemente as t-shirts poderão não só publicitar filmes como também exibi-los. Cientistas da Frande Telecom desenvolveram um tecido feito de fibras ópticas de plástico que brilham com uma série de diferentes imagens, como se fossem um ecrã de televisão, revela a revista Nature. Isto pode significar nunca mais voltar a usar a mesma roupa na mesma festa – pode utilizar-se um telemóvel para descarregar um novo look no tecido através de uma base de dados computadorizada. O tecido de fibra óptica alimentado por pilhas deve “abrir novos horizontes para os designers de moda”, adiantou um dos seus criadores Emmanuel Deflin. Numa vertente mais prática, eles sugeriram que os bombeiros ou a polícia poderá utilizar roupas programadas para divulgar informações de aviso ou de segurança que fossem visíveis ao longe. Têxteis convertíveis foram fabricados no passado com diferentes formas de emissão de luz. Inicialmente, ecrãs flexíveis e completamente pixelizados poderiam ser impressos nos tecidos utilizando LEDs que emitia luzes, por exemplo. Mas as fibras ópticas são resistentes, baratas e fáceis de adaptar à tecnologia de fabrico de tecidos. Show de Luzes Poder ver filmes num tecido é, na verdade, ainda prematuro. Uma televisão ou um monitor contém uma grelha de pixels que podem ser acendidos ou mantidos apagados. Cada fio de fibra óptica enfiado no tecido oferece uma fila inteira de pixels que podem ser configurados de uma única forma. Essa fila pode ser preparada para conter secções iluminadas e outras não iluminadas quando ligadas, mas este padrão pré-determinado não pode ser alterado. Para um ecrã suportar diversas imagens diferentes, assim sendo, um fio diferente tem que fornecer uma configuração diferente para cada excerto numa fila de pixels. Isto não é tão limitado quanto pode parecer, porque os fios de fibra-óptica são um pouco mais grossos que um cabelo humano em cerca de um quarto de um milímetro. O ecrã pode suportar quatro padrões distintos, por exemplo, através da selecção de um dos quatro fios para cada linha da imagem. As fibras ópticas normais contém a luz dentro do fio, de forma a parecerem transparentes pelo lado de dentro mas brilham na extremidade onde a luz emerge. Uma empresa francesa, Audio Images, desenvolveu uma forma de perfurar as fibras ópticas com pequenos buracos que permitem que alguma da luz escape pelos lados. Cada secção da fibra brilha assim quando uma das extremidades é alimentada de luz. A equipa de Delflin usa fibras de plástico, que são mais fortes do que as fibras de vidro utilizadas nas telecomunicações. A luz é canalizada para dentro das fibras através de um minúsculo LED ao longo da extremidade no ecrã e controlada através de um pequeno microchip. LEDs de diferentes cores podem ser usados para imagens multicoloridas.