Quema Têxtil e Vidal fecham as portas

A Quema Têxtil, uma fábrica de confecções situada na zona industrial de Aveiro, comunicou no passado dia 27 de Agosto aos seus funcionários, através de uma carta, que iria encerrar o funcionamento a partir do dia 2 de Setembro, dia em que os funcionários deveriam voltar ao trabalho. Como seria de esperar, cerca de meia centena de trabalhadoras da empresa manifestaram-se ontem nas instalações da empresa. A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil de Aveiro, Leonilde Capela, adiantou ao diário Correio da Manhã que a empresa “não pode simplesmente despedir estas pessoas, sem lhes dar qualquer explicação ou garantia. Existem funcionárias na fábrica há mais de 20 anos e agora nem sequer têm direito ao (subsídio de) desemprego. As trabalhadoras apenas exigem aquilo a que têm direito”. A sindicalista explicou ainda que a empresa utilizou a falta de encomendas como principal razão para o seu encerramento. Segundo Anabela Oliveira, directora técnica da Quema Têxtil, a empresa aveirense tem apenas um cliente e muito poucas encomendas para conseguir assegurar os postos de trabalho. Em Águeda, a fiação Vidal, situada em Arrancada do Vouga, declarou falência também na passada semana e são mais 50 trabalhadores que se encontram em situação de desemprego. Leonilde Capela adiantou que a falência da fiação foi confirmada por comunicação judicial recebida no Sindicato Têxtil de Aveiro (STA). Além das indemnizações legais (um mês de salário por cada ano de trabalho), os operários são credores de 40% do salário de Março/2001 e de 60% do subsídio de Natal.